As Bolsas americanas iniciaram o pregão de hoje em alta, reagindo aos dados sobre as vendas no varejo dos Estados Unidos que, excluindo o setor de automóveis, cresceram acima do que os economistas esperavam. Às 10h31, o índice Dow Jones tinha alta de 0,02%, o Nasdaq-100 ganhava 0,03% e o S&P 500 avançava 0,13%.
"Qualquer notícia positiva sobre a economia é boa para o mercado e indica que o Fed (Federal Reserve, o BC dos EUA) está menos inclinado a flexibilizar as taxas de juro", disse o analista de futuros e corretor do FuturePath Trading, Frank Lesh.
Esta manhã, o Departamento de Comércio americano informou que as vendas no varejo caíram 0,2% em abril, enquanto os economistas esperavam queda de 0,2% nas vendas. As vendas excluindo automóveis subiram 0,5%, enquanto economistas previam aumento de 0,3%. Já o Departamento do Trabalho dos EUA divulgou que os preços das importações subiram 1,8% em abril, ante expectativas de aumento de 1,6%.
O presidente do Fed, Ben Bernanke, também falou. Segundo ele, as condições no mercado de crédito e no mercado financeiro melhoraram, mas ainda estão longe do normal. Segundo Bernanke, ainda há pressão de demanda por crédito no curto prazo e o Fed está pronto para elevar os montantes dos leilões de crédito emergencial (TAF, na sigla em inglês), caso seja necessário.
Ações
No setor corporativo, entre outras notícias relacionadas aos varejo, a gigante do setor, o Wal-Mart fez projeções cautelosas para o segundo trimestre deste ano ao divulgar seu balanço do primeiro trimestre de 2008. As ações da empresa caíram 1,5% no pré-mercado em Wall Street.
O lucro líquido do Wal-Mart subiu 6,9% entre janeiro e março deste ano para US$ 3,02 bilhões, ou US$ 0,76 por ação. A companhia disse que seu lucro poderá não atingir o esperado pelos analistas no segundo trimestre e que haverá pouco ou talvez nenhuma expansão em suas vendas em lojas abertas há mais de um ano.
No setor de tecnologia, a Hewlett-Packard e a EDS anunciaram a assinatura de um acordo definitivo em que a HP irá comprar o grupo de serviços de tecnologia por US$ 25 por ação, ou cerca de US$ 13,9 bilhões. Os termos da transação foram aprovados unanimemente pelos conselhos da HP e da EDS, disseram as empresas em comunicado conjunto. O acordo deve ser concluído no segundo semestre deste ano e irá mais que duplicar a receita com serviços da HP. As ações da Hewlett-Packard Co caíram mais de 2% no pré-mercado em Nova York. As informações são da Dow Jones.