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Governo está 'evidentemente' preocupado com a alta dos preços dos alimentos, diz Stephanes

08/05 - 13:33, atualizada às 13:33 08/05 - Carollina Andrade - Último Segundo/Santafé Idéias

BRASÍLIA - O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmou nesta quarta-feira que o governo está ‘evidentemente’ preocupado com o aumento do preço dos alimentos. De acordo com o ministro, no período de 2 a 3 anos, poderá haver uma nova alta dos preços, e um impacto, efetivamente, até 2015.

“O governo está evidentemente preocupado com isso e já temos feito varias reuniões com o ministro da Fazenda no sentido de discutir como o Brasil pode contribuir positivamente para não se ter aumento”, disse o ministro. Entretanto, Stephanes descartou novos aumentos de preço neste ano. “Dificilmente nós teremos novos impactos este ano, talvez, um pequeno impacto no próximo ano”, completou.

O ministro observou que o aumento dos preços é reflexo do crescimento da demanda mundial por alimentos e acrescentou que o Brasil é o País que mais contribui para reduzir este aumento. “A questão do preço dos alimentos está se formando à nível da demanda mundial. O Brasil está contribuindo para diminuir esse grande impacto da demanda mundial. É o País que mais cresce na produção de excedentes no mundo”, ressaltou.

Na última quarta-feira, o presidente do Banco Mundial (Bird), Robert Zoellick, avaliou que os preços dos alimentos se manterão em alta até 2015, devido à crescente demanda dos países em desenvolvimento.

"Os níveis dos preços em 2015 serão mais altos do que em 2004, devido ao crescimento da demanda dos países em desenvolvimento", declarou Zoellick, em entrevista coletiva, no término de sua visita de dois dias ao México.

Recorde

O ministro acrescentou ainda que o Brasil teve um recorde de Safra com 7,8% em relação à safra anterior. “É um crescimento excepcional”, ressaltou. Ele informou também que a produção brasileira de grãos na safra 2008/2009, que começa a ser cultivada em meados de setembro, deve crescer 5% em relação à colheita de 142,12 milhões de toneladas na safra atual.

“Fica muito claro que o Brasil consegue produzir para alimentar a população, ser auto-suficiente, consegue produzir excedentes cada vez maiores”, disse.





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