07/05 - 16:19, atualizada às 18:00 07/05 - Redação com Valor Online
SÃO PAULO - O novo recorde do petróleo no mercado internacional, razão que antes deu suporte à alta do Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, foi hoje motivo para a Bolsa doméstica cair após quatro pregões seguidos de avanço (quando acumulou quase 10% de elevação). O Ibovespa fechou em baixa de 1,68%, a 69.017 pontos, com giro financeiro em R$ 7,1 bilhões.
A explicação é uma só: os investidores procuravam uma boa razão para embolsar os lucros e o fechamento do petróleo acima de US$ 123 por barril pesou negativamente sobre as bolsas americanas, respingando no mercado acionário brasileiro.
O mercado brasileiro não resistiu à forte piora de humor em Wall Street, onde as perdas aumentaram depois que o petróleo bateu US$ 123 o barril, elevando as preocupação com a inflação. Com isso, a Bolsa de Nova York fechou em baixa, preocupando os investidores: o Dow Jones perdeu 1,59% e o Nasdaq caiu 1,80%.
Dentro do índice, o papel PN da Petrobras devolveu os ganhos e caiu 0,33%. Vale PNA recuou 2,24%.
A moeda norte-americana subiu forte ante o real, registrando o terceiro dia consecutivo de valorização, algo não observado desde o final de março. A alta estava alinhada com o dia negativo nas bolsas e a cautela dos agentes ante a possibilidade de que sejam tomadas medidas para conter o capital especulativo no Brasil.
O dólar comercial fechou negociado a R$ 1,690, com alta de 1,75%. Este é o maior ganho diário desde 19 de março. Na terça-feira, a moeda teve valorização de 0,24%, para R$ 1,662.
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