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Exploração sísmica de petróleo é processada no Alasca

06/05 - 10:38 - AP

ANCHORAGE, Alasca - Nativos do Alasca e grupos ambientalistas processaram companhias petrolíferas para impedir a exploração sísmica de petróleo em águas do Ártico freqüentadas por baleias, focas e outras espécies marinhas neste verão.

Os grupos desafiam permissões federais que autorizam que companhias como a Shell Oil Co. e a BP PLC procurem por petróleo e gás natural usando poderosos aparelhos acústicos que podem machucar uma variedade de animais marinhos.

A tecnologia, conhecida como exploração sísmica, é usada para determinar a composição geológica do leito do mar.

"O governo federal está aprovando às pressas as atividades sísmicas sem estudar seus efeitos na vida marinha", disse o advogado Clayton Jernigan da Earthjustice. A empresa de advocacia sem fins lucrativos Juneau office entrou com o processo na segunda-feira na corte distrital de Anchorage.

Os sinais acústicos podem prejudicar milhares de animais enquanto eles comem, sociabilizam, e viajam através dos mares do norte do Alasca, de acordo com o processo.

Isso é especialmente preocupante para os nativos do Alasca que dependem dos mamíferos marinhos para se alimentar e temem que eles abandonem a área por regiões mais calmas.

"Nossa cultura gira em torno da subsistência, com diversas atividades e festivais em torno da pesca", disse Lily Tuzroyluke da vila nativa de Point Hope, tribo reconhecida federalmente e uma das representadas no processo. "Quando eles usarem o aparelho sísmico, nós definitivamente veremos os mamíferos marinhos sumirem".

De acordo com Jernigan, o governo federal viola as leis de proteção ambiental dos EUA pois não estuda os efeitos antes de permitir que empresas usem "barulhos tão altos como foguetes ou erupções vulcânicas" no mar.

O Serviço de Gerenciamento de Minerais e o Serviço de Pesca Marinha, que concedem a permissão, se defendem no processo. As autoridades de ambas as agências se recusaram a comentar o assunto, dizendo que ainda estão em processo de revisão das acusações.

Autoridades federais disseram em um encontro público em abril que suas leis garantem que o trabalho sísmico influencia poucos animais.

"Nós presumimos que haverá alguns problemas", disse Ken Hollingshead, biólogo do Serviço de Pesca Marinha no encontro. "Mas criamos um programa para minimizar os efeitos. Tudo será observado".

As companhias teriam que cuidar dos mamíferos marinhos planejando a ativação das máquinas e só utilizando-as quando eles não estiverem por perto. Elas também têm que garantir que não influenciarão a pesca da primavera e outono.





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