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Ibovespa tem alta e fica perto dos 70 mil pontos; dólar sobe

05/05 - 10:20, atualizada às 15:51 05/05 - Redação com agências

SÃO PAULO - O Índice Bovespa opera em alta nesta segunda-feira, próximo do nível dos 70 mil pontos. Na última sexta-feira (dia 2), o Ibovespa foi a 70.973 pontos, na pontuação máxima obtida durante a sessão daquele dia.

 

Por volta das 15h40, o Ibovespa avançava 1,14%, a 70.155 pontos.

A euforia que tomou conta do mercado de ações na semana passada após o grau de investimento concedido ao País pela agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) na última quarta-feira (dia 30) pode arrefecer um pouco hoje, com os investidores tentando no realizar um pouco de lucros durante a sessão, mas sem abandonar o clima de otimismo.


Balanços

Esta é uma semana forte em termos de balanços. O dia começou com a operadora de cartão de crédito Redecard divulgando lucro líquido de R$ 222,5 milhões no primeiro trimestre deste ano, equivalente a um crescimento de 26,7% em relação ao lucro de R$ 175,6 milhões no mesmo período do ano passado.

Hoje, após o fechamento do mercado local, saem os resultados da empresa de energia elétrica Light, da construtora Gafisa, da empresa do setor farmacêutico Profarma e da empresa do setor de tecnologia Bematech. Amanhã tem os balanços do banco Itaú e até esta sexta-feira (dia 9) saem Unibanco, CSN, Pão de Açúcar, Braskem, Ambev, Bovespa Holding e Cesp.

Dólar

O dólar comercial registra valorização no início dos negócios nesta segunda-feira. Por volta das 15h45, a moeda estava a R$ 1,661, com acréscimo de 0,67%. Na abertura, marcou R$ 1,655.

Na sexta-feira, o dólar comercial fechou com baixa de 0,84%, a R$ 1,648 na compra e R$ 1,650 na venda.

Depois da nota de grau de investimento obtida pelo País, que reconhece que o Brasil é um país de baixo risco para os investidores, houve dados positivos da economia dos Estados Unidos e somente um pregão doméstico, espremido entre o feriado do Dia do Trabalho (1º de maio) e o fim de semana, para colocar tudo no preço da cotação do dólar ante o real. Ou seja, muitos acreditam que a tarefa não está concluída.

Afinal, as negociações estiveram concentradas nas tesourarias dos bancos e a maioria dos clientes ficou de fora dos negócios. Ainda assim, houve ajuste forte de queda nas cotações do dólar, que encerraram a semana em que o Brasil subiu ao status de grau de investimento no nível de R$ 1,65, o que pode gerar ajuste na abertura de hoje. No restante do dia e no médio prazo, a decisão dos investidores exige mais reflexões e observação do fluxo de recursos.

Para muitos, a valorização da moeda nacional continuará. Apesar do enfraquecimento da balança comercial, apostam nas entradas, que agora seriam ainda mais fortes, pelo segmento financeiro. Espera-se aumento nos investimentos estrangeiros diretos no médio e longo prazo. No curto prazo, aguarda-se a chegada de recursos de fundos que antes não podiam comprar ativos brasileiros devido às regras que impedem a aplicação em países de maior risco.

Já a grande responsável pelo sonho alcançado pelo Brasil, a diretora para ratings soberanos da Standard & Poor's (S&P), Lisa Schineller, disse, na última sexta-feira (dia 2) que o real deve se desvalorizar este ano "por causa da conta corrente, que deve cair para um saldo negativo".

Paralelamente, fontes do Planalto afirmaram ao jornal "O Estado de S. Paulo", na edição de domingo, que o governo avalia a possibilidade de criar medidas para conter a enxurrada de dólares. Reflexões nesse sentido seriam feitas na reunião de coordenação política, nesta quarta-feira (dia 7), com a presença do presidente Lula e do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Isso deve pesar no ajuste de abertura. Ou seja, passada a euforia, o mercado tem muito a ponderar para ajustar o valor do dólar à nova situação.

O Banco Central (BC) segue com as atuações diárias no mercado de câmbio e voltou hoje a realizar leilão de compra no segmento à vista. De acordo com comunicado do Departamento de Operações de Reservas Internacionais (Depin) a operação teve início às 15h07 e terminou às 15h17. A taxa aceita ficou em R$ 1,6610.

Com informações do Valor Online e da Agência Estado

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