A energia reativa (ER) não realiza trabalho, ou seja, não faz os aparelhos funcionar, mas sem ela não haveria campo eletromagnético para que a energia ativa existisse. Ela pode ser comparada à espuma em um copo de chope.
O líquido é a energia ativa, que move aparelhos. A espuma, a energia reativa: necessária, mas que não faz nenhum trabalho específico.
A ER sempre circulou na rede elétrica e traz problemas quando sai dos aparelhos e volta para a rede, pois pode causar a perda da energia ativa. Até agora, só era medida e cobrada das indústrias, que são as maiores responsáveis pelo desequilíbrio entre energia ativa e reativa. Os pequenos consumidores não pagavam pela ER. A troca dos medidores mecânicos por eletrônicos possibilitará que isso aconteça. Qualquer unidade que ultrapassar o limite permitido pela Resolução 456/01 da Aneel será cobrado pela ER. O limite é calculado em razão do consumo de energia e a atividade dos aparelhos que produzem a ER.
As unidades que produzirem ER em excesso têm como diminuir o impacto na conta, por meio da instalação de um aparelho chamado capacitor. Ele armazena a energia reativa produzida pelos motores e impede que ela volte para a rede.
As indústrias já usam esse tipo de equipamento para controlar o fluxo de energia produzido por seus motores. "Para escolher a peça, é preciso fazer a medição da energia reativa produzida pela casa. Há capacitores de diferentes tipos", diz o engenheiro Luiz Carlos Pereira da Silva. "Além disso, se a diferença na conta for grande, é possível que a indústria comece a produzir aparelhos domésticos, como geladeiras e máquinas de lavar, com os capacitores", afirma Silva.
Para instalar o capacitor, é fundamental que o consumidor receba na conta de energia a medição do quanto sua casa produz de ER. Com esse dado, um eletricista pode avaliar qual peça deve ser usada. A Eletropaulo é quem deve informar qual é o consumo de cada unidade.