02/05 - 12:42, atualizada às 15:31 02/05 - Redação com agências
SÃO PAULO - O Brasil precisa fortalecer a política fiscal e impulsionar o crescimento para obter uma classificação de risco mais alta, disse a Standard & Poor's nesta sexta-feira.
Lisa Schineller, analista do Brasil para a S&P, afirmou em teleconferência com investidores e repórteres que a agência espera ver uma queda mais acentuada da relação dívida/PIB antes de elevar a nota do país novamente.
'Nós temos no horizonte de previsões uma queda muito lenta da relação dívida/PIB. A redução mais aguda desta taxa é uma questão chave', disse Schineller.
'Mas isso vem da combinação do aumento dos esforços fiscais do Brasil... com políticas que impulsionem ainda mais o crescimento', acrescentou.
Na quarta-feira, a agência elevou a nota da dívida soberana do País para 'BBB-', primeiro nível dentro do grau de investimento.
Evolução do mercado
A recente evolução do mercado de capitais é um fator considerado positivo pela diretora. Para ela, a evolução contribuiu para a elevação da nota de risco de crédito (rating) recebido pelo Brasil na última quarta-feira (dia 30).
Durante teleconferência, Lisa destacou a realização de mais de 100 operações de abertura de capital (IPOs, na sigla em inglês) nos últimos quatro anos e a opção de parte dessas empresas de entrar no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).
Para ela, esse quadro de maior transparência contribui para a formalização do mercado de trabalho brasileiro, o que significa "grandes oportunidades para o capital". Na avaliação de Lisa, essa combinação de fatores coloca o País na direção correta.
(Com Reuters e Agência Estado)
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