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Após atingir mais de 70 mil pontos na abertura, Bovespa opera em alta

02/05 - 10:15, atualizada às 13:56 02/05 - Agência Estado

SÃO PAULO - O Índice Bovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, abriu em forte alta nesta sexta-feita e chegou a operar acima dos 70 mil pontos, um recorde histórico, com mais de 4% de valorização. Mas a elevação do início do dia perdeu fôlego e, às 13h50, o Ibovespa subia 1,96% a 69.199,94 pontos.

 

No primeiro dia útil no País após a obtenção do grau de investimento pela agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P), o mercado brasileiro faz as contas para tentar estimar a quantidade de dinheiro que deve entrar no Brasil em conseqüência do novo status. Ainda não há uma estimativa precisa do tamanho dessa montanha. Mas, o presidente do banco de investimentos do Citibank no Brasil, Ricardo Lacerda, calcula que sejam ao menos US$ 3 trilhões.

O impacto da elevação da nota de risco de crédito (rating) no mercado financeiro tende a ser já de curto prazo, como ficou claro na disparada, na quarta-feira (dia 30), data do anúncio, do Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) - de 6,33%, a maior alta desde 2002 - e na forte queda do dólar. A Bolsa brasileira encerrou o mês de abril com alta de 11,32%, liderando o ranking de melhor investimento no mês passado. Já a moeda americana fechou o mês em queda de 5,13%.

Hoje, o mercado brasileiro deve dar continuidade a euforia assistida no fim dos negócios na quarta-feira. A valorização das ações brasileiras na Bolsa de Nova York, que chegaram a subir 9,72%, sinaliza que o sinal positivo deve ser mantido hoje na Bovespa.

O clima no cenário externo também está mais ameno hoje. Ontem, o índice Dow Jones fechou acima de 13 mil pontos pela primeira vez em quatro meses, com os investidores ainda reagindo à decisão do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) de cortar o juro básico americano em 0,25 ponto porcentual para 2% ao ano e sinalizar uma possível pausa na flexibilização da política monetária americana, em meio a apostas de investidores de que as turbulências nos mercados financeiros diminuíram.

Hoje, os mercados estiveram atentos à divulgação do relatório do mercado de trabalho nos Estados Unidos em abril. O Departamento do Trabalho americano informou que foram fechadas 20 mil vagas de emprego. O número ficou bem melhor do que o previsto. Nos três primeiros meses deste ano, a economia americana eliminou mais de 230 mil vagas de trabalho. Foi a quarta vez consecutiva que os Estados Unidos eliminariam vagas de emprego. A taxa de desemprego também ficou melhor do que o esperado. Em abril, a taxa caiu para 5%, de 5,1% em março.

Às 10h06 (de Brasília), o índice futuro do Nasdaq-100 subia 0,97% e o futuro do S&P avançava 0,79%.

No Brasil, o mercado repercute também a decisão, na quarta-feira, após o fechamento dos mercados, da Petrobras de elevar os preços da gasolina e do diesel a partir de hoje. No caso da gasolina, a alta é de 10%. Para o diesel, a estatal anunciou um aumento de 15%. Os preços da gasolina e do diesel sobre os quais incide o reajuste ora anunciado não incluem os tributos federais Contribuição de Intervenção sobre o Domínio Econômico (Cide) e PIS/Cofins e o tributo estadual Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). Às 10h09, as ações ordinárias (ON) e preferenciais (PN) da Petrobras subiam 3,74% e 4,38%, respectivamente.

Logo após o anúncio da estatal, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que o governo reduzirá a cobrança da Cide para neutralizar o reajuste dos combustíveis pela Petrobras. O ministro disse que a Cide será reduzida de R$ 0,28 por litro para R$ 0,18 por litro na gasolina, o que, segundo ele, significa que o consumidor não terá aumento na bomba.

E mais, tanto o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, quanto o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, garantiram que não há mais reajustes a caminho.

Câmbio

O dólar é negociado em baixa em relação ao real, em meio à expectativa de grande entrada de recursos estrangeiros no País após a obtenção da nota de grau de investimento pela agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P). Às 12h20 (de Brasília), o dólar comercial recuava 0,84% a R$ 1,649.

Na BM&F, o dólar à vista já apresenta baixa superior a 2%, mas ainda é negociado acima de R$ 1,65. Às 10h33, os contratos de liquidação à vista da moeda americana cediam 2,02%, a R$ 1,652. Na taxa mínima do dia, o dólar à vista foi a R$ 1,648 (-2,25%).

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