As ações foram o melhor investimento em abril, com a variação de 11,32% apresentada pelo índice da Bolsa paulista. O resultado poderia ter ficado em cerca de 6% de alta, não fosse a concessão ontem do grau de investimento à dívida de longo prazo em moeda estrangeira do Brasil pela agência classificadora de risco Standard & Poor's e o corte do juro americano para 2% ao ano, que puxaram as cotações no último pregão do mês passado.
No ano, a Bolsa também lidera o ranking das aplicações, com alta de 6,23%.
Em segundo lugar no ranking dos investimentos de abril vieram os fundos de renda fixa, com rendimento médio líquido de 0,73%, seguidos pelos Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) emitidos com valores acima de R$ 100 mil, que pagaram em média 0,71% líquido no mês. O ouro foi o pior investimento em abril - a cotação caiu 9,71%. O dólar também fechou o mês em queda, que chegou a 5,13% no segmento comercial.
O grau de investimento traz boas perspectivas para o investidor em Bolsa, porque deve atrair mais capital externo e interno, segundo especialistas. "O Brasil agora é uma bola um pouco maior no radar do investidor estrangeiro", explica o economista-chefe da Ágora Corretora, Álvaro Bandeira. "E esse reconhecimento incentiva também a abertura de capital por empresas no País, assim como fusões e aquisições", completa. Bandeira alerta, no entanto, "que o dinheiro novo externo não virá da noite para o dia", e por isso é preciso cuidado com aplicações de curto prazo em ações. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.