29/04 - 17:15, atualizada às 17:37 29/04 - Redação com agências
SÃO PAULO - O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, aprofundou as perdas nesta tarde, recuando abaixo do nível dos 64 mil pontos, apenas um dia depois de quase bater o primeiro recorde de fechamento do ano. O índice fechou em baixa de 2,82%, a 63.825 pontos.
Ontem, o Ibovespa avançou 0,75% e terminou o dia aos 65.678 pontos, mas durante o pregão ultrapassou os 65.791 pontos registrados no dia 6 de dezembro, pontuação recorde de fechamento.
Bolsas de Nova York
As Bolsas de Nova York, por outro lado, fecharam perto da estabilidade, com queda do setor farmacêutico após notícias ruins sobre duas empresas da área e alívio pela baixa do petróleo após os recordes.
O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 0,31%, para 12.831 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq subiu 0,07%, para 2.426 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve desvalorização de 0,39%, para 1.390 pontos.
Dólar
O dólar fechou em alta pela segunda sessão consecutiva nesta terça-feira, seguindo o fluxo de saída da divisa em dia de mau humor nas bolsas.
A moeda norte-americana subiu 0,95%, a R$ 1,705. O dólar voltou a fechar acima de R$ 1,70 após três semanas abaixo do patamar.
Segundo Mario Battistel, gerente da Fair Corretora, o mercado cambial doméstico está seguindo o movimento do dólar frente a outras moedas no mundo e o cenário pessimista das bolsas.
"Hoje tem a Bolsa realizando bastante, e o dolar está se valorizando frente a várias outras moedas", afirmou o gerente.
No mercado externo, o dólar tinha sua maior alta em quase um mês frente ao euro com expectativas de que o Federal Reserve irá sinalizar o fim do ciclo de cortes no juro norte-americano.
Na quarta-feira, o Fed irá decidir o futuro sobre a taxa básica de juro norte-americana. Os cortes acumulados de 3 pontos percentuais no juro dos Estados Unidos desde meados de setembro do ano anterior têm pressionado o dólar a níveis recordes de baixa.
Para Carlos Alberto Postigo, operador de câmbio do Banco Paulista, a alta da moeda frente ao real nesta terça-feira segue ainda o fluxo negativo iniciado na sessão da véspera, quando o dólar subiu 1,32%.
"Os primeiros negócios foram reflexo do fluxo negativo de ontem... e teve uma grande saída de uma empresas de celulose e papel", disse o operador, lembrando que o dólar encontrou ainda mais espaço para se valorizar com o fraco desempenho das Bolsas.
Na segunda-feira, o Banco Central anunciou que o país registrou em março o maior déficit em transações correntes para o mês da história, de US$ 4,429 bilhões.
De acordo com a autoridade, as remessas de lucros e dividendos para o exterior somaram US$ 4,345 bilhões no mês passado, maior valor mensal já registrado.
Na última hora de negócios o Banco Central realizou em leilão de compra de dólares, definindo a taxa de corte a R$ 1,7073.
Com informações da Reuters e da Agência Estado
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