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Para ministro alemão, Brasil segue critérios de sustentabilidade na produção de biocombustíveis

28/04 - 14:11 - Regina Bandeira e Sarah Barros, do Santafé Idéias

BRASÍLIA - O ministro do Meio Ambiente da Alemanha, Sigmar Gabriel, refutou nesta segunda-feira a idéia de que a produção de biocombustíveis no Brasil esteja impactando a produção de alimentos. A avaliação foi dada em reunião nesta segunda-feira com a ministra brasileira do Meio Ambiente, Marina Silva.

Ele recebeu informações do governo brasileiro de que os biocombustíveis não estão pressionando a fronteira agrícola no País. “Mas sabemos que existem outros países assim. É um tema contundente e exige critérios de sustentabilidade que, em boa parte, o Brasil já segue”, argumentou.

O ministro também negou que a alteração aplicada pela Alemanha na porcentagem de etanol brasileiro adicionado ao combustível fóssil alemão tenha sido uma restrição ao etanol nacional. Acordo entre os dois países prevê o acréscimo de 10% de etanol no combustível alemão. “Isso ocorreu porque a frota dos veículos mais antigos da Alemanha, de fabricação francesa e italiana, não comporta essa mistura”, explicou. Gabriel destacou, porém, que previsão é que a Alemanha irá se enquadrar até 2020.

Preservação

A Alemanha é o principal investidor para preservação do meio ambiente no Brasil, tendo investido US$ 300 milhões no programa de proteção das Florestas tropicais do Brasil (PPG7). Ele adiantou que, em viagem ao Brasil, serão doados mais 30 milhões de euros para o Programa Áreas Protegidas da Amazônia. Segundo Gabriel, a doação reafirma a confiança internacional no Brasil para a preservação das matas.

A ministra do Meio Ambiente no Brasil, Marina Silva, falou que, nos últimos três anos, houve redução de 59% no desmatamento. Uma das formas de conter o desmatamento seria não permitir a produção de biocombustível na Amazônia, por exemplo. “O Brasil possui 300 milhões de hectares de área agricultável, mas utiliza 1% para a produção de biocombustível. Na Amazônia, existem 166 mil hectares abandonados sem que seja preciso avançar sobre a floresta”, voltou a destacar. “Para novos desafios, novas práticas e novas tecnologias. Com a Embrapa e outras empresas, podemos dobrar nossa capacidade de produção sem derrubar uma árvore se quer”, acrescentou.

Formas de cooperação para preservar os recursos naturais serão discutidas na Conferência das Nações unidas sobre Biodiversidade (COP9), que acontecerá em Bonn, na Alemanha, de 19 a 30 de maio. O Brasil preside a reunião desde 2006, em Curitiba. A Alemanha assumirá a tarefa nos próximos dois anos.





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