iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

publicidade

ULTIMO SEGUNDO

 

iG BUSCA

enhanced by


Home > Notícia
  • Tamanho do texto
  • A
  • A

Brasil segue critérios de sustentabilidade na produção de biocombustíveis

28/04 - 18:16 - Regina Bandeira - Último Segundo/Santafé Idéias

BRASÍLIA - O ministro do Meio Ambiente e Segurança Nuclear da Alemanha, Sigmar Gabriel, reuniu-se nesta segunda-feira com a ministra de Meio Ambiente do Brasil, Marina Silva, para discutir a agenda da próxima Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP-9), que acontecerá em Bonn (Alemanha), de 19 a 30 de maio. No encontro em Brasília, os dois representantes conversaram sobre a produção nacional de biocombustíveis (etanol) e a política internacional de proteção as florestas.

O ministro alemão disse acreditar nos dados fornecidos pelo governo brasileiro de que, no País, a produção de etanol não concorre com o cultivo de alimentos. “Segundo os colegas do Brasil nos mostraram, o Brasil segue critérios de sustentabilidade na produção dos biocombustíveis. E eles (biocombustíveis) não estão pressionando a fronteira agrícola do Brasil”, disse.
 
Nas últimas semanas, o tema esteve no centro dos debates em todo o mundo. O receio dos países ricos é de que os países em desenvolvimento substituam o cultivo de alimentos pelos grãos usados na fabricação de biomassa, gerando uma crise de abastecimento.
 
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, sustentou que no Brasil a segurança alimentar é totalmente observada pelo governo e que para a produção do etanol não é preciso avançar sobre a floresta. “Inclusive, a intenção do governo é não produzir etanol na Amazônia”, destacou. E continuou. “Na Amazônia, existem 166 mil hectares abandonados. Devemos investir em novas tecnologias sem avançar sobre a floresta. Para novos desafios, novas práticas e novas tecnologias”, concluiu.
 
Segundo a ministra, com as técnicas desenvolvidas pela Embrapa e outras empresas, é possível dobrar a capacidade de produção de etanol “sem derrubar uma árvore sequer”, garantiu.
 
De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente, nos últimos três anos houve redução de 59% no desmatamento. Uma das formas de conter o desmatamento seria não permitir a produção de biocombustível na Amazônia, por exemplo. O Brasil possui 300 milhões de hectares de área agricultável, e utiliza 1% para a produção de biocombustível.
 
O último evento do COP ocorreu no Brasil, em 2006, em Curitiba. Nos próximos dois anos, a Alemanha presidirá a Conferência.
A visita do ministro alemão ao País é uma preparação para, em meados de maio, a visita da chanceler alemã, Ângela Merkel, quando será assinado um acordo bilateral de fabricação de biomassa.
 
Interesse financeiro
O ministro Sigmar Gabriel também foi taxativo na questão do apoio financeiro internacional aos países detentores de recursos naturais, como é o caso do Brasil. Ele afirmou que os países que protegem as florestas devem se beneficiar financeiramente para mantê-las intactas e preservar os recursos genéticos, advindos da natureza.
 
"Os países que usam esses recursos devem pagar bem pelo compartilhamento desses bens. É imperioso que cheguemos a Bonn com um acordo concreto (sobre isso) onde todos os lados se beneficiem”, disse. O ministro admitiu a responsabilidade dos países ricos na redução dos preços dos produtos agrícolas no mercado mundial. "O subsídio dos países ricos na produção de soja tem feito com que os agricultores mais pobres (de outros países) tenham de baixar muito seus preços para serem competitivos. É preciso erncontrar uma saída para que os preços pagos sejam os justos", reconheceu.
 
Doação

Nos últimos doze anos, a Alemanha se destacou como segundo maior doador bilateral para preservação de florestas. O país é o maior doador do Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG7), que financia projetos nas regiões da Amazônia e da Mata Atlântica.
 
Na visita, a Alemanha doará mais 30 milhões de euros para o Programa Áreas Protegidas da Amazônia. Segundo o ministro Sigmar Gabriel, a doação reafirma a confiança internacional no Brasil para a preservação das matas.

Leia mais sobre: meio ambiente





US Multimídia


Publicidade


Enquete