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Taxa de desemprego cai para 8,6% em março, diz IBGE

24/04 - 09:14, atualizada às 11:38 24/04 - Redação com Agência Estado

A taxa de desemprego apurada nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou em 8,6% em março, ante 8,7% em fevereiro, segundo o IBGE. A taxa é a menor já registrada para um mês de março na série histórica da pesquisa, iniciada em março de 2002.

 

O gerente da pesquisa mensal de emprego do IBGE, Cimar Azeredo, disse hoje que a "estabilidade" na taxa de desemprego nas seis regiões metropolitanas pesquisadas em março foi "uma surpresa". Segundo ele, a taxa estável nessa época do ano mostra uma tendência de evolução no mercado de trabalho, ou seja, que "está entrando gente no mercado e o cenário econômico está favorecendo as contratações".

Azeredo afirmou que nessa época do ano seria natural uma nova elevação da taxa, como havia ocorrido em fevereiro, um comportamento tradicional na série histórica. Habitualmente, a taxa aumenta entre janeiro e maio e começa a ficar estável ou cair no final do primeiro semestre. Segundo Azeredo, "é de se esperar também que tenhamos o menor abril da série, a não ser que alguma coisa saia muito errado".

Ele disse também que não é possível afirmar que o resultado de março aponta para uma inflexão em breve, para baixo, na taxa de desemprego. No entanto, admitiu que "mantido o cenário, é bem possível que tenhamos um ponto de inflexão na taxa de desocupação antes do período esperado, que é a partir de maio ou junho". Segundo ele, "se tudo continuar como está, se houver contratações e o cenário econômico continuar favorecendo o aumento da ocupação, poderemos ter um ponto de inflexão antes do previsto".

A "pequena inflexão" na taxa de desemprego em março (8,6%) em relação a fevereiro (8,7%) ocorreu porque houve aumento no número de contratações, enquanto caiu o número de desocupados, observou o gerente da pesquisa mensal de emprego do IBGE. "O número de postos de trabalho está aumentando e isso leva ao recuo na taxa", disse.

Rendimento

O rendimento médio real dos trabalhadores chegou a R$ 1.188,90, com queda de 0,6% ante fevereiro e aumento de 2% ante março do ano passado.

Já o rendimento médio real domiciliar per capita, nas seis regiões metropolitanas pesquisadas, ficou em R$ 769,38 em março, com alta de 0,8% ante fevereiro e de 4,6% na comparação com março do ano passado.

A massa de rendimento médio real habitual dos ocupados, que é a soma de todos os rendimentos de todos os ocupados, chegou a R$ 25,5 bilhões em março, com aumento de 0,5% ante fevereiro e alta de 6,3% ante março de 2007.

Ocupados

A população ocupada nas seis principais regiões metropolitanas do País somou 21,28 milhões em março, com aumento de 0,6% ante fevereiro e de 3,5% na comparação com março de 2007. O número de pessoas desocupadas (sem trabalho e procurando emprego) chegou a 1,99 milhão, com queda de 0,8% ante fevereiro e recuo de 14,1% no confronto com março do ano passado.

A queda de 14,1% foi o maior recuo apurado ante igual mês do ano anterior desde agosto de 2005.

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