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Cresce participação do pequeno investidor na Bolsa; saiba como aplicar seu dinheiro

21/04 - 11:27 - Luciana Fracchetta, do Último Segundo

SÃO PAULO - A participação do pequeno investidor no mercado de ações no Brasil vem crescendo de maneira significativa: em 2002, o grupo representava 5% do volume de negociação diário na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa); hoje, já atinge mais de 25%.

Com mais opções e maior transparência dos meios de aplicação, investir ficou mais simples. “Porém, os recém-chegados devem tomar cuidado com promessas de rentabilidades eternas”, alerta o investidor Daniel Mascarenhas que há nove anos opera neste mercado.

Segundo Mascarenhas, a primeira coisa que uma pessoa que deseja investir na Bolsa precisa saber é que corre riscos. Para evitar isso, é simples: informação. “Aplicar em ações pode ocasionar perdas significativas de dinheiro, principalmente se a pessoa não tiver o mínimo de conhecimento do que está fazendo. É essencial aprender pelo menos o básico”, afirma.

Primeiro caminho: informar-se

Hoje é possível ter conhecimento do “básico” por meio de cursos gratuitos oferecidos pelas corretoras (instituições autorizadas a intermediar negociações com ações) e até pela própria Bovespa. “Eles oferecem uma boa introdução ao mercado de ações. Porém, caso o investidor queira se aprofundar e gerenciar ele mesmo suas aplicações, é preciso fazer cursos especializados”, explica o investidor.

A administradora de empresas, Luciana Pelegrini, de 27 anos, conta que já fez mais de dez cursos para aprender a movimentar suas ações. Segundo ela, a melhor dica para quem quer investir é procurar o máximo de informações possíveis. “Qualquer pessoa pode investir na Bolsa, mas é preciso ter um conhecimento mínimo. Procuro sempre fazer cursos, ler livros sobre o assunto ou conversar com pessoas que tem experiência”, afirma.

“Quando entrei neste mercado, comecei investindo em ações a longo prazo. Fiz isso durante três anos. Fazia pequenas compras mensais e fui acumulando patrimônio. Não se consegue dinheiro da noite para o dia. É preciso ter paciência”, conta Mello. Segundo Mascarenhas, quem quer se aprofundar no assunto pode fazer cursos mais específicos. 

E os riscos?

“Existem riscos quando falta conhecimento por parte do investidor ou por parte de consultores que oferecem recomendações sem ter um profundo conhecimento e responsabilidade do que ele esta indicando”, diz o investidor.

Mascarenhas explica que o maior problema de uma pessoa leiga atuar na Bolsa é que ela pode ter uma perda de dinheiro rápida e cometer erros que não vão ter como ser recuperados. Ao contrário de uma pessoa treinada e com conhecimento, que consegue limitar suas perdas e não arriscar algo que não possa perder.

Sobre as ações de maior ou menor risco, o investidor orienta os iniciantes a procurar aquelas que oferecem maior liquidez como Petrobras, Vale do Rio Doce, Bradesco e Itaú. Segundo ele, estes papéis tendem a ter uma volatilidade mais previsível, porém não deixam de ser arriscadas.

Um exemplo que Mascarenhas dá é em relação as ações da Vale. Segundo ele, nos últimos 12 meses as ações da empresa tiveram ganhos de aproximadamente 120%, ou seja, quem investiu R$ 100 há 12 meses, hoje teria cerca de R$ 220.

O “Home Broker”

Hoje existem várias ferramentas que proporcionam segurança e facilidade na hora de fazer as movimentações, diz o investidor. As corretoras oferecem gratuitamente o serviço de “Home Broker”, um aplicativo onde a pessoa efetua compra e venda de ações e gerencia seus investimentos, sem intermediários. Tudo em casa, pela internet.

“O ‘Home Broker’ facilitou bastante para quem quer investir”, diz Mello. Para o veterinário, a internet democratizou e descomplicou o acesso dos investidores. “É muito mais fácil hoje administrar uma carteira de ações do que na década de 70”, diz. Luciana concorda com a afirmação e ressalta que a ferramenta é “um meio seguro e com poucos riscos”.

Capital inicial

“Não existe uma quantia de dinheiro mínima. Hoje é possível aplicar em ações no mercado fracionário. Elas são negociadas em lotes unitários e, por conseqüência, com valores de aplicações mais baixos”, esclarece Mascarenhas.

Além disso, existem inúmeros fundos e clubes de investimentos em ações com aplicações iniciais de R$100. “É sempre recomendável que ninguém mantenha todo seu capital de poupança em mercados de renda variável, é sempre bom diversificar os investimentos em aplicações de renda fixa (poupança) e renda variável (ações).

“É o melhor caminho para as pessoas acumularem dinheiro e investirem em patrimônio”, afirma o veterinário Breno Bastos Mello, de 35 anos, que começou a fazer parte deste mercado em 2003 por incentivo dos pais. “O mercado é acessível para a maioria das pessoas. Não precisa de grandes quantias para começar. Com pouco dinheiro é possível fazer um investimento e depois ir incrementando”, completou.

Veja abaixo cinco dicas que Mascarenhas dá para quem quer começar a investir na Bolsa:
 
1 – Trace planos de investimentos. O experiente investidor Warren Buffet disse que "só existe risco quando não sabemos o que estamos fazendo" esta é a mais pura realidade. Faça cursos, leia livros e não acredite em dicas que vão te deixar ricos da noite para o dia.

2 - Procure informações. Hoje por meio da internet é possível obter quase todas as respostas sobre o mercado financeiro. Sites como: www.bovespa.com.br , www.cvm.gov.br podem orientar e tirar algumas dúvidas.

3 - Procure corretoras que ofereçam “Home Broker” (uma espécie de corretor em casa). É uma ferramenta que através da internet é possível negociar ações. O investidor explica que por este aplicativo é possível comprar ações sem intermediários.

4 - Procure uma corretora. De preferência uma que tenha experiência em atendimento de pessoa física. Muitas corretoras não têm um nível de atendimento ágil e personalizado para atender o investidor físico.
 
5 - Procure um agente autônomo. Trata-se de um serviço mais personalizado, onde o agente serve de intermediário entre o cliente e a corretora. É uma espécie de personal trainer. Muitas corretoras possuem uma infra-estrutura muito fraca de atendimento personalizado. Com o agente autônomo, o cliente consegue uma relação mais próxima e menos informal.

Cursos para aprender a investir:

 - www.timing.com.br
Oferece apostilas gratuitas e cursos básicos

- www.dmcinvest.com.br





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