21/04 - 11:45 - Redação com agências
O presidente Lula afirmou nesta segunda-feira, em Gana, que o contrato da usina hidrelétrica de Itaipu com o Paraguai será mantido. "Nós temos um tratado, e o tratado vai se manter", afirmou Lula a jornalistas.
O contrato da usina hidrelétrica binacional Itaipu foi o ponto central da campanha presidencial no Paraguai. O candidato vencedor, Fernando Lugo, tinha como bandeira a revisão do acordo entre Paraguai e Brasil.
Lula minimizou a importância do tema, frisando que a agenda Brasil-Paraguai vai além da sociedade na hidrelétrica. “Nestes cinco anos de governo, tive umas 20 reuniões com o Paraguai. São muitos os temas, não é só a questão de Itaipu. Temos muito para continuar conversando com o Paraguai”, disse o presidente.

Usina de Itaipu é a maior hidrelétria em geração de energia do mundo / Divulgação
Lugo afirma que pretende conseguir a "soberania hidrelétrica" para o Paraguai. O bispo considera que o Brasil paga muito pouco pela energia que o Paraguai não consome e é repassada ao mercado brasileiro.
O ex-bispo, no entanto, reconheceu que será muito difícil renegociar o Tratado de Itaipu, por causa da forte oposição brasileira. Para reverter essa situação, ele pretende iniciar um "diálogo" com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Fernando Lugo comemora vitória em seu escritório político / Reuters
Usina da discórdia
Itaipu gera em média, por ano, 92.000 Gigawatts-hora (uns 20% da energia elétrica consumida no Brasil). O mercado interno paraguaio tem direito a 50% da energia produzida em Itaipu, mas só absorve 10% (devido ao tamanho pequeno de sua população e economia). O resto é repassado ao Brasil.
Lugo argumenta que o Paraguai recebe pouco mais de US$ 100 milhões por um excedente que seria cotado no mercado a US$ 2 bilhões.
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Com AFP e Reuters
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