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Após Bradesco, Novell já tem outros acordos de peso no país, mas foca em pequenas e médias empresas

16/04 - 17:44 - Valor Online

SÃO PAULO - Após anunciar, em janeiro, ter fechado acordo para prover sistemas de segurança de rede ao Bradesco, a norte-americana Novell afirma que já tem pelo menos uma dezena de novos grandes contratos em fase final de negociação. Além disso, outros contratos já foram finalizados nesse meio tempo e estão ativos, embora a companhia não divulgue o nome dos clientes.

Temos alguns clientes sendo prospectados, outros já em fase avançada de negociação e outros, inclusive, com o contrato já fechado, diz o vice-presidente da empresa para a América Latina, Camillo Speroni. Não posso divulgar os nomes desses clientes já em atividade, mas posso dizer que estamos muito contentes com a situação no Brasil, comemora o executivo.

Segundo ele, esse sucesso não interfere na meta da empresa de elevar para cerca de 60% a fatia de sua receita mundial obtida por meio de parcerias, especialmente voltadas para atender o mercado de pequenas e médias empresas (small and medium business, SMB, no jargão do setor de tecnologia). Historicamente, nosso ganho é maior no topo da pirâmide, com as grandes empresas. Mas estamos verdadeiramente forçando o crescimento na parte de baixo, no segmento SMB, diz Speroni.

A meta de 60% da receita vinda de pequenas e médias companhias foi divulgada em janeiro deste ano pelo presidente para as Américas da empresa, Tim Wolfe. Embora a empresa não divulgue dados ou metas para regiões ou países específicos, ele disse na ocasião que o objetivo era replicar essa divisão da receita em todos os mercados que a Novell atua.

De acordo com Speroni, porém, a América Latina e o Brasil estariam mais adiantados na busca por essa meta. Isso está em marcha em todo o mundo. Mas na América Latina acho que estamos mais à frente, porque aqui o segmento SMB é muito maior do que no resto do mundo, avalia. Segundo ele, a base da pirâmide do mercado latino-americano, formada por empresas pequenas e médias, é muito mais larga que em outras regiões, o que explica essa liderança na adoção da meta. Ele, porém, não quis precisar em que estágio a empresa está no momento, alegando que não pode divulgar dados sobre receita obtida numa região ou país específico.

No Brasil, por conta do dólar baixo, embora a companhia esteja ganhando competitividade, também tem registrado aumentos em seu custo de operação. Um funcionário com salário de R$ 10 mil hoje custa quase US$ 7 mil. Já nossos produtos são referenciados em dólar, o que faz com que seu preço fique mais baixo em real, afirma o presidente da Novell no Brasil, Sergio Toshio.

Mas mesmo com tudo isso, é muito fácil mostrar bons números da América Latina e, por esse motivo, ela ainda tem grande importância para a estratégia da companhia, diz Speroni. A contribuição da região para o faturamento global da Novell é superior, por exemplo, à fatia que a América Latina representa do Produto Interno Bruto (PIB) global. Isso é verdadeiramente significativo e torna a região muito importante para nós, conclui.

(José Sergio Osse | Valor Online)




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