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G7 dá 100 dias aos bancos para publicarem suas perdas potenciais

11/04 - 20:30, atualizada às 21:01 11/04 - Redação com agências

Os ministros das Finanças do Grupo dos Sete (G7), formado pelos países mais industrializados do mundo, deram prazo de 100 dias aos bancos, nesta sexta-feira, para que revelem as perdas que sofreram com a crise hipotecária dos Estados Unidos.

 

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  • Os bancos "devem revelar rápida e completamente sua exposição ao risco, depreciações de ativos e estimativas (...) de instrumentos complexos não-líquidos", destacou o G7, citando as medidas que deseja ver aplicadas em 100 dias.

    Outras recomendações ficarão submetidas a este prazo, especialmente "o fortalecimento das práticas de administração do risco" e seu nível de "fundos próprios".

    O G7 apelou ainda às instituições financeiras que produzam "informações robustas sobre seus riscos em seu próximo boletim semestral".

    O G7 alertou hoje, em comunicado, sobre o impacto de fortes oscilações nas principais moedas do mundo em uma economia global já vulnerável. Em documento divulgado após encontro de líderes do G7 com presidentes de bancos centrais, o grupo diz que desde seu último encontro "houve momentos de fortes flutuações para as principais moedas".

    O grupo também afirma estar "preocupado com as possíveis implicações destas variações na economia. Continuamos monitorando o mercado de câmbio atentamente, e cooperando como apropriado", segundo o texto.

    Ontem, o euro atingiu a máxima histórica de US$ 1,5915, embora não tenha se sustentado neste patamar - no final desta sexta-feira, em Nova York, o euro valia US$ 1,5826. O dólar também caiu fortemente ante o iene desde a eclosão da crise global de crédito, que levou as autoridades monetárias norte-americanas a afrouxarem os juros.

    A linguagem nos mercados de câmbio teve a maior mudança dos últimos anos e foi muito além do usual chamado para que as moedas refletissem os fundamentos econômicos e evitassem volatilidade excessiva. Além das considerações relativas aos movimentos cambiais, o comunicado do G-7 também manifesta apoio a um plano para fortalecer a economia global, uma vez que os membros do grupo concordam que as perspectivas de curto prazo se enfraqueceram.

    Para os membros do G-7, a economia global está em um momento difícil e os riscos de adversidades persistem, na esteira dos elevados preços de energia, do estresse nos mercados financeiros e da atual fraqueza no setor imobiliário nos EUA.

    Embora os mercados emergentes venham apresentando bom desempenho, nenhum país está imune às forças globais, afirma o grupo dos sete países mais ricos do mundo. No comunicado, o G-7 saúda o recente aumento de flexibilidade do yuan, a moeda chinesa, mas diz que "em virtude do atual aumento do superávit em conta corrente e da alta da inflação, encorajamos a aceleração da apreciação da taxa efetiva de câmbio". As informações são da Dow Jones.




    Com informações da AFP e Agência Estado





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