publicidade

ULTIMO SEGUNDO

 


Home > Notícia
  • Tamanho do texto
  • A
  • A

Bovespa fecha quase estável; dólar cai pelo 8º dia seguido

10/04 - 17:19, atualizada às 18:01 10/04 - Redação com agências

SÃO PAULO - O índice Bovespa, que mede as ações mais negociadas da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), operou sem rumo definido na sessão de hoje, com comportamento volátil. O Ibovespa fechou em alta de 0,08%, a 63.527 pontos.

 

O Ibovespa oscilou hoje entre os terrenos positivo e negativo, com as ações da Petrobras e os ganhos das Bolsas em Nova York contribuindo para manter o índice em alta. Porém, a queda das ações do setor de siderurgia e mineração, que têm importante peso na composição do índice, pressionou o Ibovespa para baixo.

Já a Bolsa de Nova York se recuperou hoje graças ao gigante do varejo Wal-Mart, que revisou para cima suas previsões trimestrais apesar da crise, e a uma redução maior que o previsto dos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos: o Dow Jones ganhou 0,44% e a Nasdaq 1,27%.

Na opinião de analistas, o comportamento da Bolsa paulista hoje é mais um sinal de que o mercado acionário brasileiro vive um momento bom e que a queda de ontem (e a aparente perda de hoje) faz parte de um processo de correção de preços, que pode ser alongado ou não.

A continuidade do processo de realização de lucros hoje foi puxada pelo setor de siderurgia, um dos que mais subiu este ano na Bovespa. O aumento do preço do carvão, anunciado ontem por siderúrgicas do Japão e pela australiana BHP Billiton, serviu de pretexto para as vendas hoje. As siderúrgicas brasileiras devem começar a anunciar novos reajustes de preços do aço até a próxima semana, segundo o Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda).

Dólar

O dólar manteve-se em baixa em relação ao real pelo 8º dia consecutivo e fechou cotado a R$ 1,684, queda de 0,30%, na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), e a R$ 1,685, baixa de 0,24%, no mercado interbancário de câmbio. Com a queda de hoje, a moeda americana retoma o nível de quase um mês atrás, do dia 12 de março deste ano, quando o dólar fechou a R$ 1,674, tanto na BM&F quanto no mercado interbancário.

No mês de abril, até hoje, a moeda americana ainda não fechou em alta em relação ao real. Nessas oito sessões do mês, a moeda apura perda de 3,88% ante o real no mercado interbancário e, no ano, a queda chega a 5,07%. Além da continuidade do fluxo cambial positivo, os ganhos das Bolsas americanas hoje, combinados com a recuperação do dólar ante o euro, após a moeda européia ter batido nova máxima histórica durante a sessão da madrugada, a US$ 1,5915, adicionaram motivação à venda de moeda no mercado local.

Segundo operadores, houve novos ingressos financeiros de empresas e também de investidores estrangeiros atraídos por operações de arbitragens (que buscam ganhar com a diferença entre as taxas de juros interna e externa) no mercado brasileiro. Diante da manutenção dos juros hoje pelo Banco Central Europeu (BCE) em 4% ao ano, da redução da taxa básica pelo Banco da Inglaterra (BoE, o BC inglês) em 0,25 ponto, para 5% ao ano, e das perspectivas de aumento da taxa básica de juros brasileira, a Selic (que está em 11,25%) no Brasil, na próxima semana, e de corte dos juros nos Estados Unidos (que estão em 2,25% ao ano) no fim do mês, os investidores estrangeiros não estão titubeando e vêm migrando para cá a fim de obter maiores ganhos, disse uma fonte.

Como a aversão ao risco diminuiu lá fora e os investidores venderam títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries) e compraram ações em Nova York, algumas tesourarias de bancos locais e também investidores estrangeiros posicionados na compra no mercado futuro sentiram-se encorajados a reduzir essas posições, o que influenciou ainda mais o recuo das cotações do dólar no mercado à vista.

Hoje, o Banco Central interveio no mercado de câmbio, com o tradicional leilão de compra de dólares. Segundo operadores, o BC pode ter adquirido cerca de US$ 350 milhões no leilão. A taxa de corte paga pela autoridade monetária foi de R$ 1,682. Das quatro propostas (de quatro bancos) apresentadas com taxas declaradas, que iam de R$ 1,6808 a R$ 1,685, o BC aceitou apenas uma delas. Treze instituições não informaram as taxas apresentadas.

Com informações da Agência Estado e do Valor Online

Leia também:

 

Leia mais sobre Bolsadólar    





US Multimídia


Publicidade


Enquete