09/04 - 09:12, atualizada às 12:38 09/04 - Redação com agências
SÃO PAULO - A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Amplo (IPCA) em março ficou em 0,48%, puxada pela alta dos alimentos e por tarifas como a de energia elétrica. A taxa foi a maior para um mês de março desde 2005.
Em março de 2007, o indicador subiu 0,37%. As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A inflação registrada em março ficou acima da expectativa do mercado. Analistas consultados pela Reuters esperavam inflação de 0,35%, de acordo com a mediana e a média de 33 estimativas, que ficaram entre 0,28% e 0,46%.
A taxa foi quase igual à registrada em fevereiro, de 0,49%. No ano, o IPCA acumula alta de 1,52%, acima dos 1,26% no mesmo período de 2007.
Já em 12 meses, o IPCA tem alta de 4,73%, também acima dos 4,61% registrados no mesmo período, um ano antes.
O grupo de produtos de alimentação e bebidas registrou alta de 0,89% em março, acima da variação de 0,60% em fevereiro, e contribuiu, sozinho, com 40%, ou 0,20 ponto percentual do IPCA.
"Influenciado por aumentos nos preços da farinha de trigo, o principal destaque do grupo foi o pão francês, que ficou 4,24% mais caro", disse o IBGE em nota.
A inflação também foi pressionada por aumentos de tarifas de energia elétrica em Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. As tarifas de água e esgoto também impactaram, devido a reajustes em Belo Horizonte e Brasília.
"Além disso, os preços do litro do álcool, que haviam caído 2,31% em fevereiro, ficaram 1,73% mais altos em março", acrescentou o instituto.
O IPCA é o índice oficial utilizado pelo Banco Central para cumprir o regime de metas de inflação, determinado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Como principal instrumento de política monetária, o BC sobe ou reduz a taxa básica da economia, a Selic, para desestimular ou estimular a economia.
O resultado do IPCA vem uma semana antes da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) para definir a Selic, que pode ser aumentada caso o BC considere que existe risco de alta da inflação.
Com informações da Reuters, do Valor Online e da Agência Estado
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