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Sucessão de dívidas não estava clara

07/04 - 12:35 - Agência Estado

O fundo Matlin Patterson entrou no Brasil em dezembro de 2005, com a compra da VarigLog, por US$ 48 milhões. Na época, a Varig estava em recuperação judicial e vendeu suas subsidiárias de cargas (VarigLog) e manutenção (VEM) para fazer caixa e conseguir sobreviver até o leilão.

Por ser um fundo estrangeiro - e a lei brasileira limita em 20% do capital votante a participação de estrangeiros no setor aéreo -, o Matlin fundou a Volo Logistics LLC e se associou aos brasileiros Marco Antonio Audi, Luiz Eduardo Gallo e Marcos Haftel para poder comprar a VarigLog. A intenção inicial era ficar apenas com a empresa de cargas. Mas, em julho de 2006, um mês depois do fracasso do primeiro leilão, o fundo arrematou a própria Varig, que passou a ser chamada de VRG Linhas Aéreas.

Por se tratar da primeira experiência notável com a lei de recuperação judicial, era grande a dúvida em relação à sucessão de dívidas da velha Varig. Muitos investidores se interessaram pela Varig, mas ninguém, com exceção do fundo, se habilitou a dar um lance pela empresa. A VarigLog pagou US$ 20 milhões pela VRG e se comprometeu a realizar uma série de investimentos. Uma vez obtida a documentação para operar como transportadora aérea (o chamado Cheta), o fundo foi atrás de um comprador para a VRG. TAM, Lan e Gol fizeram propostas. E assim, em 29 de março, a VRG foi revendida para a Gol por US$ 270 milhões, considerando o valor das ações da Gol na época.




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