04/04 - 08:12, atualizada às 08:38 04/04 - Agência Estado
Os sócios do empresário David Neeleman na nova companhia aérea são o megainvestidor George Soros, o fundo de capital de risco (venture capital) de São Francisco Weston Presidio, o fundo Gávea, de Armínio Fraga, e a Cia. Bozano, de Júlio Bozano. Juntos, eles investiram US$ 150 milhões na nova companhia, que ainda não tem nome, mas deve entrar em operação até janeiro do ano que vem, com uma frota de jatos E-195 da Embraer.
Pouco depois de Neeleman deixar a presidência executiva da empresa americana JetBlue, em maio de 2007, Soros e Neeleman venderam parte significativa de suas ações na companhia. Neeleman - que até então nunca tinha vendido nada de sua participação na Bolsa - vendeu 23% de suas ações depois de deixar o cargo, movimento que lhe rendeu algo como US$ 30 milhões. Soros, que entrou com 25% do capital inicial da JetBlue (US$ 130 milhões), hoje tem menos de 10% da empresa americana.
Além de Soros, o fundo Weston Presidio também foi parceiro de Neeleman na criação da JetBlue, em 1999. O fundo foi parceiro de Neeleman e sua sócia June Morris na criação da MorrisAir em Salt Lake City, nos anos 80. O Weston, que viu seu investimento na Morris Air triplicar em apenas 14 meses, entrou com 20% do capital da JetBlue. Fontes próximas ao negócio revelam que Armínio Fraga está investindo US$ 50 milhões, ou um terço da nova companhia brasileira. Procurado, Fraga não retornou a ligação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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