iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

publicidade

ULTIMO SEGUNDO

 

iG BUSCA

enhanced by


Home > Notícia
  • Tamanho do texto
  • A
  • A

Tesouro dos EUA propõe maior poder ao Fed, mas diz que mudança não é resposta à crise

31/03 - 12:44, atualizada às 17:51 31/03 - Redação com agências

WASHINGTON - O secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, afirmou nesta segunda-feira que a proposta de uma ampla reforma da estrutura regulatória do sistema financeiro do país não foi pensada como uma resposta às recentes turbulências do mercado e não deve ser implementada até que as dificuldades sejam resolvidas. A reforma proposta por Paulson, se aprovada pelo Congresso americano, será a maior no sistema de regulamentação financeira do país desde a Grande Depressão, iniciada com a forte queda da Bolsa de Nova York em 1929.

 

 

As regras propostas colocariam muito mais poder nas mãos do Federal Reserve para supervisionar a estabilidade do mercado e os riscos sistêmicos de instituições que não recebem depósitos, como bancos de investimento, "hedge funds" (fundos de alto risco) e seguradoras.

Segundo o plano do Tesouro, o Fed "teria a responsabilidade e a autoridade de reunir informações apropriadas, quebrar sigilo de informações, colaborar com outros regulamentadores na formulação de regras e tomar ações corretivas quando necessário para garantir a estabilidade de todo o mercado financeiro".

Como reflexo dos amplos poderes que seriam conferidos ao Fed, Paulson disse que o banco central americano "terá autoridade para ir em qualquer lugar do sistema que achar necessário a fim de preservar a estabilidade".

Até agora, a autoridade supervisora do Fed abrange apenas as companhias financeiras, as companhias bancárias e os bancos estatais. O Tesouro pretende dar ao Fed "habilidade para monitorar os riscos por todo o sistema financeiro".

Paulson disse que está propondo um modelo que seja mais flexível, adaptável a mudanças e que permita às autoridades lidar com futuros problemas.

"Alguns podem ver essas recomendações como uma resposta às circunstâncias atuais, mas não é esse o objetivo", afirmou.

"Essa proposta trata de questões complexas e de longo prazo que não deveriam ser definidas no meio de situações de estresse."

Resistência

Paulson reconheceu que a maioria das propostas não seria implementada até depois do fim da atual crise e talvez bem depois de o presidente George W. Bush deixar o cargo, em janeiro de 2009.

O plano deve enfrentar resistência no Congresso norte-americano, no setor financeiro, que resiste maior regulamentação, e de dentro da própria burocracia governamental.

Por outro lado, vem aumentando o número daqueles que defendem maior supervisão pelo Fed, com iniciativas para aliviar os efeitos dos problemas no setor imobiliário e no crédito sobre os mercados financeiros e sobre a economia.

Recentemente, o Fed ampliou o uso de sua linha emergencial de financiamento, conhecida como redesconto, abrindo-a para os bancos de investimento. O Fed também interveio para resgatar e propor a aquisição do banco de investimento Bear Stearns pelo banco comercial JP Morgan ao concordar em financiar US$ 29 bilhões dos ativos do Bear Stearns.

Mas Paulson destacou que o fato de os bancos de investimento terem tido acesso à janela de redesconto não deve ser assumido como permanente. "Apreenderemos lições da experiência desta linha temporária e tais lições irão nos informar sobre o caminho futuro", acrescentou.

Com informações da Reuters e da Agência Estado

Leia mais sobre crise nos mercados  





US Multimídia


Publicidade


Enquete