28/03 - 17:56 - Redação com agências
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou nesta sexta-feira em queda de 0,51%, a 60.452 pontos, "colada" aos resultados das Bolsas de Nova York, que também encerraram a semana em baixa. O dólar comercial subiu 0,40% e terminou o dia cotado a R$ 1,744. Na BM&F, o dólar negociado à vista também encerrou com taxa de R$ 1,744, depois de avançar 0,46%.
As cotações da moeda subiram por causa da desvalorização dos produtos básicos (commodities) e da queda das Bolsas de Valores.
Entre as commodities (produtos básicos, como minérios), o contrato futuro (aqueles que só vencem dentro de alguns meses) de ouro com vencimento em abril negociado em Nova York fechou em baixa de 1,92%, a US$ 930,60 a onça-troy (31 gramas), enquanto o petróleo para maio recuou 1,82%, a US$ 105,62 o barril.
Bovespa
O volume financeiro negociado fna Bovespa foi de R$ 3,9 bilhões. Ações de bancos e de empresas ligadas a commodities puxaram as perdas. Os papéis preferenciais da Aracruz, por exemplo, caíram 3,72%. Os da Sadia tiveram queda de 4,23%. As ações ordinárias (ON, com direito a voto) do Banco do Brasil recuaram 4,80%, para R$ 23,42.
A Petrobras também teve um dia ruim, com suas ações preferenciais fechando em queda de 0,68%, negociadas a R$ 72,61. A Vale, que também tem grande peso na composição do Ibovespa, não fechou em queda, mas teve valorização de apenas 0,40%, a R$ 50,20.
Já o setor de telecomunicações liderou as altas do dia, após notícias de que o grupo Oi fechou a compra da Brasil Telecom. As ações preferenciais da Oi avançaram 6,06%, a R$ 45,50.
As ações da Brasil Telecom S.A. lideraram a alta do dia, subindo 8,52%, a R$ 19,48 reais. As preferenciais da Brasil Telecom Participações vieram em seguida, com alta de 6,31%, a R$ 22,59.
Bolsas norte-americanas
A Bolsa de Nova York fechou pela terceira sessão consecutiva em baixa nesta sexta-feira, num dia em que os investidores deram mostras de cautela: o Dow Jones cedeu 0,70% e o Nasdaq perdeu 0,86%.
O Dow Jones Industrial Average (DJIA) desceu 86,06 pontos, chegando a 12.216,40 unidades, enquanto o índice de alto componente tecnológico Nasdaq baixou 19,65 pontos, a 2.261,18 unidades, segundo números definitivos do fechamento.
O índice ampliado Standard and Poor's 500 caiu por sua vez 0,80% (-10,54 pontos), a 1.315,22 unidades.
Apesar de os indicadores americanos terem vindo melhores do que o esperado hoje, os investidores continuam cautelosos com o futuro da economia do país, com o setor financeiro e os desdobramentos dessa crise sobre outros países.
Hoje, os dados do Departamento do Comércio mostraram aceleração da renda pessoal dos americanos em fevereiro e desaceleração nos índices de preços para os gastos com consumo pessoal (PCE).
Contudo, a agenda dos EUA da próxima semana justifica a precaução porque estão previstos importantes dados e eventos.
Os destaques serão: o testemunho do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, ao Comitê Econômico Conjunto do Congresso norte-americano, na quarta-feira, e os dados do mercado de trabalho em março, na sexta-feira.
Porém, as opiniões não são unânimes, já que Wall Street passou a primeira metade da sessão operando no azul, e "não houve notícias fundamentais que explicassem a mudança de tendência do mercado, foi provavelmente um movimento técnico", acreditam analistas da empresa de consultoria financeira Briefing.com.
"Isso está relacionado com o fato de que é sexta-feira, ninguém quer fazer compras antes do fim de semana por temer que venham novas más notícias", explicou Art Hogan, analista da casa de corretagem Jefferies.
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