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Argentina anuncia medidas para garantir energia para o inverno

10/03 - 22:08 - EFE

Buenos Aires, 10 mar (EFE) - O Governo argentino anunciou hoje novas medidas que buscam garantir o fornecimento energético tendo em vista o inverno, para quando se espera um novo pico de consumo que possa deixar evidente a insuficiência de gás, eletricidade e combustíveis líquidos.

O plano "Energia total" foi apresentado em um ato liderado pela presidente argentina, Cristina Fernández, que disse que "a demanda de energia é desta magnitude pelo crescimento da economia" do país.

"Continuamos pedindo mais e mais energia, e isto é uma boa notícia, apesar de significar que temos que redobrar esforços em matéria de planejamento e articulação entre os interesses privados e públicos", disse Fernández.

O ministro do Planejamento argentino, Julio de Vido, disse que o país importará gás natural liquefeito e propano equivalente a entre cinco e oito milhões de metros cúbicos diários de gás natural nos 90 dias que faltam para o inverno.

Ele antecipou que será construída uma usina processadora de propano em La Matanza, nos arredores da capital argentina, para distribuir a Buenos Aires e a seus arredores.

De Vido ressaltou que a Argentina continuará importando da Bolívia três milhões de metros cúbicos de gás natural diários e assinalou que o país espera "aumentar este volume em dois milhões de metros cúbicos nos dias de inverno".

O funcionário anunciou ainda que se planeja aumentar os impostos à exportação de gás e seus derivados.

Segundo ele, parte dos fundos derivados da cobrança de taxas será usada para importar os combustíveis líquidos necessários para fazer frente à demanda interna.

De Vido lembrou ainda que enquanto se constroem novas refinarias na Argentina, o país continuará importando combustível derivado do petróleo e gasóleo da Venezuela.

O Governo argentino anunciou ainda que as exportações de gás que fazem ao Chile através da província argentina da Terra do Fogo serão feitas ao mesmo preço pago pela Argentina por suas importações de gás.

Cristina Fernández destacou que a Argentina vendia "gás para um projeto ao outro lado da cordilheira (Chile) a um preço notavelmente inferior ao que correspondia, fazendo uma transferência de recursos energéticos mais que grande".

"Isto não significa que não se tenha boas relações com seus vizinhos, mas o que é importante é articular os diferentes interesses para que a integração seja uma troca comercial, e não uma transferência de recursos energéticos", indicou. EFE nk/db




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