O engenheiro francês Guy Negre, que já trabalhou na Fórmula 1, não foi o único a criar um motor a ar. O italiano Angelo Di Pietro também tem um projeto próprio.
Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa australiana Enginair, Di Pietro criou um conceito diferente do desenvolvido por Negre. Baseia-se em um pistão rotativo, controlado pelo fluxo de ar comprimido dentro da câmara.
Quanto maior esse fluxo, maior também será o torque. Entre outras características, o propulsor criado pelo italiano é mais silencioso do que a invenção do francês.
Di Petro vislumbrou uma aplicação também diferente para seu motor: carrinhos industriais.
Com motores normalmente movidos a gasolina ou a gás, esses veículos emitem poluentes e podem ser um problema em ambientes fechados. Se rodarem com ar comprimido, contudo, a emissão será nula.
E há outra vantagem: o motor desenvolvido por Di Pietro pesa apenas 13 kg. Mesmo assim, o engenheiro já trabalha em outro propulsor ainda mais leve, de 6 kg.
Segundo o norte-americano Roy Nagel, engenheiro que já trabalhou na General Motors, esses veículos seriam úteis em finalidades específicas. "Entre outras aplicações, eles se mostrariam práticos para utilização numa mina subterrânea, por exemplo, para transportar homens ou minério com o mínimo de emissões."