28/02 - 12:44, atualizada às 17:54 28/02 - Reuters
RIO DE JANEIRO - A Polícia Federal anunciou, nesta quinta-feira, a prisão de quatro envolvidos no roubo de equipamentos com informações sigilosas da Petrobras no mês passado, encerrando o caso como crime comum, e não espionagem industrial.
Alexandro de Araújo Maia, Eder Rodrigues da Costa, Michel Melo da Costa e Cristiano da Silva Tavares, detidos nesta quinta, são vigilantes de uma empresa que opera na região portuária do Rio de Janeiro. De acordo com a PF, eles já realizavam pequenos furtos desde setembro de 2007 no porto fluminense.
"Com essas apreensões e prisões, o furto dos computadores foi resolvido e elucidado", disse em entrevista coletiva o superintendente regional da Polícia Federal no Rio, Valdinho Jacinto Caetano.
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| Delegado durante coletiva de imprensa mostra laptops recuperados/ foto AE |
"Está absolutamente descartada a hipótese de busca de empresas por informações sigilosas, pirataria, ou algo industrial. O que se estabeleceu foi um crime comum. Eles não tinham idéia do que havia no interior dos computadores", acrescentou o delegado.
Os presos foram detidos na manhã desta quinta-feira em diligências realizadas na zona norte do Rio e na cidade de São Gonçalo, na região metropolitana.
Caetano afirmou que parte do material furtado foi revendido e destruído, e que a lista de objetos furtados é maior do que a divulgada inicialmente.
"Essas pessoas estão sendo procuradas por terem recebido aquele equipamento. Há diligências nas ruas à procura dessas pessoas, que serão autuadas pelo crime de receptação", afirmou o superintende.
A PF disse que foram recuperados quatro laptops, uma impressora, um monitor, uma mochila com equipamentos de informática, entre outros equipamentos que teriam sido roubados.
Durante as investigações, a polícia havia informado que quatro laptops, dois discos rígidos, dois pentes de memória, um computador clone (com disco rígido com as mesmas informações de outro equipamento), uma impressora e um gravador de DVD tinham sido furtados.
A PF chegou a considerar como única linha de investigação a espionagem industrial, segundo disse Caetano a jornalistas na semana passada. Segundo o inquérito, os equipamentos roubados continham informações de uma sonda que trabalhava na bacia de Santos.
Inicialmente, o roubo foi denunciado à Polícia Civil de Macaé (RJ) por um funcionário da Halliburton, empresa dona de equipamentos com os dados da Petrobras. Posteriormente a estatal registrou queixa na Polícia Federal. O contêiner saiu do porto fluminense para Macaé no fim do mês passado.
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