22/02 - 13:36, atualizada às 14:15 22/02 - Redação com agências
O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, reiterou hoje que o Brasil precisa de "cada molécula" dos 30 milhões de metros cúbicos de gás que importa diariamente da Bolívia. No entanto, disse que a Petrobras "é sensível" aos problemas energéticos da Argentina.
Por isso, equipes dos dois países estão realizando estudos para encontrar outras fontes de energia para ser fornecida à Argentina, para atender a demanda de energia de que o País precisa.
Gabrielli negou pressões do governo argentino para que a Petrobras ceda uma parte da cota de gás que compra da Bolívia. "Nós temos uma relação boa com a Argentina. É uma relação típica de todas as empresas petrolíferas energéticas com os governos dos seus países, que é uma relação de amor e ódio", afirmou Gabrielli ao informar que foi o governo da Bolívia que pediu ao Brasil para ceder uma parte do gás que abastece o Brasil para a Argentina.
A diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, informou que o não-cumprimento do contrato da Bolívia com o Brasil implica em multas "pesadíssimas" e que o valor da multa depende de vários fatores. As declarações de Gabrielli e da diretora da Petrobras foram na saída da Casa Rosada, sede do governo argentino, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Cristina Kirchner assinaram uma declaração conjunta com 17 itens e acordos em várias áreas.
A Bolívia envia entre 27 milhões e 30 milhões de metros cúbicos diários de gás ao Brasil e tem um acordo pelo qual envia à Argentina até 7,7 milhões de metros cúbicos diários, mas atualmente o país não está conseguindo cumprir este contrato, deixando de fornecer às autoridades argentinas entre 2 e 3 milhões, segundo o jornal argentino "Clarín".
A demanda dos dois países é crescente, e no próximo inverno podem se repetir situações de desabastecimento, como ocorreu em anos anteriores.
Com informações da Agência Estado e da EFE
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