15/02 - 11:07, atualizada às 14:21 15/02 - Redação
SÃO PAULO - Após o furto de notebooks e discos rígidos com informações sigilosas da Petrobras, que é investigado pela Polícia Federal, a ordem dentro do governo é não promover nenuma licitação para exploração de reservas de petróleo nos campos Tupi e Júpiter, de acordo com o jornal "Folha de S.Paulo".
As licitações, que já estão suspensas desde que a Petrobras divulgou a descoberta de um megacampo de petróleo na região, vão continuar na gaveta até o final das investigações, segundo o jornal.
A preocupação é a de que as informações roubadas podem conter dados sigilosos sobre localização e extensão de poços nos campos de Tupi e Júpiter, o que poderia conferir vantagem a empresas interessadas em explorá-los na licitação, diz a "Folha".
Furto
A Polícia Federal investiga o furto de informações estratégicas da Petrobras, que, segundo a delegada da PF em Macaé Carla Dolinski, estavam em quatro notebooks e dois discos rígidos da companhia prestadora de serviços Halliburton, que foram furtados de um contêiner levado de Santos para Macaé pela transportadora Transmagno.
A carga saiu de Santos no dia 18 de janeiro e chegou a Macaé 12 dias depois. "No dia 31 de janeiro, funcionários da Halliburton perceberam que o lacre do contêiner havia sido violado", contou a delegada.
A PF ainda não tem informações sobre o teor dos dados furtados nem se havia outras cargas no contêiner onde estava os laptops.
A Petrobras confirma que ocorreu o furto, mas não deu detalhes sobre os dados furtados.Suspensão
O governo suspendeu as licitações à época da descoberta do megacampo para reavaliar as regras de concessão das áreas, já que o potencial era muito maior que o imaginado. O objetivo é adotar mecanismos que permitam ao governo ficar com parte da produção de petróleo, segundo a "Folha".
Com informações da Agência Estado
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