Berlim - O ministro das Finanças alemão, Peer Steinbrück, pediu que os outros países do G7 (grupo das setes nações mais desenvolvidas do mundo) assumam uma posição clara e conjunta frente à crise dos mercados financeiros internacionais, mas alertou para possíveis reações precipitadas.
Em carta a seus colegas do G7, divulgada hoje pela imprensa alemã, Steinbrück pediu, tendo em vista a reunião do grupo de amanhã em Tóquio, um sinal claro de que os principais países do mundo estão decididos a enfrentar completamente a situação.
Os ministros de Finanças e os presidentes dos bancos centrais de Estados Unidos, Alemanha, Japão, Canadá, Reino Unido, França e Itália discutirão no sábado as possíveis conseqüências da crise dos mercados.
O Fórum para Estabilidade Financeira (FSF), criado pelas nações industrializadas, apresentará também um relatório parcial sobre a crise bancária das últimas semanas.
Segundo Steinbrück, as dimensões da crise ainda não são conhecidas, mas os eventos mostram que é preciso implementar as normas do acordo Basiléia II para a avaliação, medição e controle dos riscos operacionais.
O ministro alemão disse que também deve ser analisada a necessidade de se regular a venda dos riscos de créditos e reforçar o controle bancário além do que já é feito segundo os princípios do Basiléia II.
O acordo, que define a cobertura que os bancos deverão dar aos riscos de suas carteiras de negociação, foi colocado em prática na Europa, enquanto que os Estados Unidos ainda não aplicaram seus pontos.
Steinbrück, no entanto, acredita que estes instrumentos não são suficientemente eficazes quando se trata uma crise hipotecária como a atual.
Antes de tudo, ele considera que os bancos devem incluir em seus próprios balanços as empresas através das quais antecipam seus negócios de risco com devedores de cumprimento duvidoso.
Nos Estados Unidos, os negócios bancários de risco que levaram à atual crise são realizados precisamente através deste tipo de entidade.