08/02 - 10:40 - AFP
Os ministros das Finanças e diretores de bancos centrais do G7 se reúnem neste sábado, em Tóquio, para tentar em apenas algumas horas coordenar suas ações frente à volatilidade dos mercados financeiros e as crescentes ameaças de crise econômica mundial.
"Como presidente da reunião, quero abordar a possibilidade de uma coordenação entre os membros do G7 para lutar contra os riscos de uma desaceleração econômica geral", declarou recentemente o ministro japonês e anfitrião do encontro, Fukushiro Nukaga.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu no final de janeiro suas previsões de crescimento para 2008, e estimou que o avanço seria de 4,1% frente a 4,4% previsto até então. Nos Estados Unidos, o progresso seria de 1,5%, 0,4% a menos que seus cálculos anteriores.
Ao mesmo tempo, o diretor-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, estimou que era urgente preparar em todo o mundo planos orçamentários destinados a reativar a economia, para reequilibrar o caos financeiros produzido pela crise dos créditos imobiliários de risco (subprimes) nos Estados Unidos.
No entanto, os países de G7 (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Grã-Bretanha, França, Itália e Canadá) terão problemas para chegar a um acordo, já que suas formas de entender esta crise e os meios propostos para sair dela são muito diferentes.
Mientras el Banco Central estadounidense, la Fed, reduce considerablemente sus tasas de interés desde septiembre, su par europeo se niega a hacer lo mismo y el banco de Japón apenas tiene margen de maniobra, con unos tipos situados en 0,5%.
"O principal ponto da reunião será a resposta política que é preciso dar para essa desaceleração mundial e a instabilidade do setor financeiro. No entanto, a probabilidade de que as taxas baixem de forma coordenada é muito pequena", considerou Tomoko Fujii, econonista do Bank of America em Tóquio.
Para Takashi Omori, economista-chefe do banco UBS em Tóquio, não se pode esperar por milagres em termos de políticas de reativação econômica.
Segundo fontes ligadas à organização do encontro, os ministros europeus tentarão tranqüilizar sobre a saúde financeira de seus respectivos países. A Alemanha, Itália e França deverão, por isso, enfatizar que a zona euro crescerá entre 1,5% e 2% em 2008.
"Se falará muito também do ajuste da política monetária nos Estados Unidos, seu plano de reativação econômica e as medidas tomadas por Washington para estimular uma reestruturação dos empréstimos imobiliário de risco", afirmou analista canadense.
Por fim, e como é tradição, a questão das taxas de juros ocupará um lugar importante e em relação a isso, os europeus se queixarão do retrocesso do dólar frente ao euro.
"Haverá uma discussão interessante sobre o sistema de câmbio, especialmente sobre o euro", segundo Christophe Lecourtier, conselheiro da ministra francesa da Economia, Christine Lagarde.
burs-roc/cn
Publicidade