A montadora que travou acirrada batalha para ser a número um do mundo em vendas, perdendo por 3 mil unidades para a General Motors, tem tímida presença no Brasil. Com meio século de instalação no País, comemorado neste mês, a Toyota responde por 3% do mercado nacional de veículos, com 72 mil unidades vendidas em 2007.
Em todo o mundo, vendeu 9,366 milhões de veículos.
Nos EUA, onde abriu filial de importação em 1957 e só na década de 80 instalou fábricas, o grupo chegou ao segundo lugar no ranking de vendas no ano passado, desbancando Ford e Chrysler que, junto com a GM, eram conhecidas como as "Três Grandes". No Brasil, onde chegou um ano depois com escritório de representação, a Toyota opera com cautela. Há mais de dez anos fala em produzir um carro compacto, e há pelo menos três fala em nova fábrica. Mas os dois projetos estão na fila de espera.
Não que o País não seja importante para a companhia. O Brasil foi o primeiro a abrigar uma fábrica fora do Japão, inaugurada em 1962, para a produção do jipe Bandeirante. Hoje, na festa de 50 anos que será realizada em São Paulo, estará presente Kiichiro Toyoda, filho do fundador e presidente honorário do grupo. Será recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"É uma questão de prioridade", diz José Roberto Ferro, estudioso do setor automobilístico e presidente do Lean Institute. "A Toyota primeiro quis ganhar o mercado americano, depois o europeu e agora investe em países como China, Índia e Turquia. O próximo será o Brasil." Ferro acredita que a montadora anunciará sua terceira fábrica ainda este ano. O que a direção da empresa - normalmente avessa à imprensa - costuma dizer é que pretende conquistar 10% do mercado em 2010, o que só conseguirá com um carro de maior volume de vendas. Hoje, a empresa produz na fábrica de Indaiatuba, inaugurada em 1998, o sedã Corolla e a perua Fielder. Este ano, vai lançar o novo Corolla. Em São Bernardo, onde produziu o Bandeirante por 40 anos, fabrica agora só componentes. Para Paulo Cardamone, da consultoria CSM WorldWide, a Toyota normalmente mantém cautela em mercados com regras indefinidas e impostos elevados.