25/01 - 14:56, atualizada às 14:59 25/01 - Agência Estado
Cinco pessoas foram presas e duas estão foragidas após uma operação conjunta da Polícia Federal e do Ministério da Previdência Social hoje pela manhã, em Governador Valadares (MG). A ação visou a combater uma suposta quadrilha especializada em fraudes contra a Previdência Social, que resultaram em supostos prejuízos estimados de mais de R$ 10 milhões.
Até o começo da tarde, haviam sido presos um médico e perito do INSS e quatro despachantes. Dois agenciadores estão sendo procurados. Foram cumpridos, também, 27 mandados de busca e apreensão no trabalho e na residência dos suspeitos. Os envolvidos são suspeitos de fraudes na concessão de benefícios por incapacidade, em especial auxílio-doença e aposentadoria por invalidez.
Os beneficiários do esquema conseguiam a remarcação e o redirecionamento das perícias médicas para o médico perito que participava do esquema. Assim, conseguiam obter benefícios indevidamente. De acordo com Rui Silva, delegado da Polícia Federal em Governador Valadares, para isso, os interessados pagavam, em média, R$ 5.000. "Todas as pessoas que conseguiram esse tipo de vantagem ilícita também serão processadas criminalmente", afirmou.
Segundo a investigação da Polícia Federal, a quadrilha atuou na concessão de mais de 10 mil benefícios. O inquérito mostra que o esquema de fraudes funciona desde o ano 2000, comandado pelo médico perito Milson de Souza Brige, condenado como mandante do homicídio de Maria de Souza Cristina Felipe da Silva, que ocupava o mesmo cargo que ele, em 2006.
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