09/01 - 11:59, atualizada às 11:59 09/01 - Redação
SÃO PAULO - Um dos grandes gastos dos contribuintes no começo do ano, o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) começa a ser pago em São Paulo. Nesta quarta-feira (09/01) vence a primeira parcela ou a cota única com desconto para os carros com placas de final 1. O vencimento da primeira parcela ou cota única para carros com outras placas acontece nos próximos dias, até 22 de janeiro. Para quem vai pagar a cota única sem desconto, o vencimento é a partir de fevereiro.
O pagamento do IPVA é obrigatório para todos os proprietários de veículos. Por ser um imposto estadual, o valor a ser pago no PVA pode variar de 1% a 5% sobre o valor do veículo. Alguns Estados também oferecem descontos para o motorista que efetua o pagamento à vista.
No entanto, segundo Marcos Crivelaro, economista e professor da FIAP (Faculdade de Informática e Administração Paulista) e da Faculdade Módulo, geralmente não vale a pena pagar o imposto de uma só vez. "Só é vantagem se o desconto para o pagamento à vista for maior que 8%", diz ele. Mas, mesmo nos casos em que o desconto é superior a 8%, não se deve contrair dívida para pagar o valor total, diz o economista – nesses casos é melhor parcelar.
Começo de ano
Compras de natal, IPVA, IPTU, material escolar... A lista de gastos no começo do ano é grande e aumenta as chances de o consumidor começar 2008 já endividado. Para não ficar com a corda no pescoço, especialistas recomendam que o consumidor planeje bem antes de comprar, evite fazer financiamentos nesta época do ano e corte os itens supérfluos, aqueles que não são extremamente necessários.
Para Crivelaro o principal a fazer em janeiro e fevereiro é honrar as dívidas obtidas no final do ano e evitar fazer novos financiamentos.
Com o pagamento de IPVA, IPTU, matrícula e material escolar para os filhos ou para quem estuda, de 30% a 40% do orçamento das famílias fica comprometido, diz Crivelaro. "Por isso, é recomendável não fazer novas compras parceladas e evitar gastos com produtos supérfluos ou que podem ser adiados", afirma.
IPTU
O Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) é outro tributo que abala o bolso dos contribuintes no começo do ano. Assim como o IPVA, o valor do IPTU depende da cidade onde o imóvel está localizado e é calculado sobre o valor da propriedade. Para o economista Marcos Crivelaro, o ideal é que o contribuinte pague o imposto em uma só parcela. "É um valor pequeno, bem menor que o do IPVA na maioria dos casos. Se a pessoa puder deve pagar à vista, porque aí é uma parcela a menos ao longo do ano", afirma.
Matrícula e material escolar
As famílias que têm filhos na escola também têm que se preocupar com a matrícula e a compra de material escolar para o ano letivo. Segundo a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), o preço do material escolar subiu 5,87% ao longo do ano de 2007. De acordo com o levantamento, o gasto anual das famílias paulistanas com material escolar é de R$ 770 milhões.
Crivelaro diz que geralmente não é possível parcelar a matrícula de escolas, mas que o material escolar pode ser pago em várias parcelas nas lojas. "Se você tiver dinheiro para pagar o material escolar à vista, faça uma pesquisa e compre os itens em vários lugares por preços menores. Mas, se quiser parcelar, vale a pena comprar tudo na mesma loja, pagar um pouco a mais em alguns itens e obter condições melhores de parcelamento", afirma.
Algumas escolas exigem que o material escolar seja comprado no próprio estabelecimento. De acordo com o Procon, esta é uma prática abusiva, pois é obrigação da escola fornecer as listas de material escolar aos alunos, para que os pais possam pesquisar preços e escolher o local em que irão adquirir os produtos.
Sobrou dinheiro?
Nos casos das famílias que têm sobra de dinheiro no começo do ano, Crivelaro recomenda a aplicação em fundos de previdência privada do tipo PGBL, que permitem descontar o valor investido do Imposto de Renda do ano que vem.
“Pode-se fazer em nome dos filhos também, investindo pequenos valores. Com a mágica do tempo longo que o dinheiro fica investido, isso pode garantir dinheiro para pagar universidade ou curso de MBA no futuro", afirma.
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* Com reportagem de Paula Leite
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