O lançamento da opção Easytronic para o Meriva, de câmbio manual automatizado, deu ao Fit EX CVT um concorrente direto. Afinal, são dois monovolumes pequenos, com motor de mais de 100 cavalos e transmissão que dispensa o pedal de embreagem.
Mecanicamente mais moderno, o Honda venceu este duelo.
No preço, o Chevrolet leva vantagem: R$ 54.314 ante R$ 58.420. Só que o Fit é mais recheado.
Outro ponto importante é o espaço interno. Mesmo sendo 21 cm mais curto no comprimento e 9 cm no entreeixos, o Fit oferece a mesma amplitude do Meriva.
Em movimento, o conjunto mecânico do Honda se destaca. Na versão automática, seu motor 1.5 16V movido só a gasolina é mais fraco (105 cv contra até 114 cv) e oferece menos torque (14,2 mkgf ante 17,7 mkgf) que o 1.8 8V da Chevrolet, mas produz desempenho tão bom quanto o do rival.
Além de pesar 205 kg a menos, o Fit se beneficia do casamento perfeito do propulsor com o câmbio CVT. Com relações de marcha infinitas, essa caixa garante um funcionamento suave, sem trancos.
O motor do Meriva, por sua vez, tem como única virtude o fato de ser flexível. No mais, seu projeto antigo se reflete num nível maior de ruídos, vibrações e consumo.
Já o câmbio automatizado, batizado de Easytronic, é interessante. Permite escolher entre os modos automático, com as trocas feitas pelo sistema, e manual, com comandos seqüenciais na alavanca. Só é preciso se acostumar com o jeito desta caixa. Apesar do pedal não estar lá, a embreagem continua fazendo parte do processo e, por isso, as trocas de marcha levam um certo tempo. Que pode ser reduzido pressionando-se o botão 'S', de Sport.
Quanto às suspensões, o Meriva sai na frente por ser mais confortável, sem prejudicar o controle. Mais firme, o Fit tem um acerto que lembra um carro esportivo. Impressão reforçada pela precisão da direção elétrica, superior à hidráulica do Chevrolet.