Enquanto as vendas de carros novos batem recordes sucessivos - em 2007, o resultado deverá ser 30% superior ao do ano passado -, o mercado de usados não vem apresentando o mesmo aquecimento. Segundo a Fenabrave, a associação das concessionárias, os 6.
438.900 carros usados vendidos no Brasil de janeiro a novembro representaram alta de 5,52% em relação ao mesmo período de 2006.
A disparidade é grande mesmo com base na previsão "pé-no-chão" da Anfavea - a associação das montadoras - para 2008: 17,8% de crescimento nas vendas de zero-km .
Para o gerente de seminovos da unidade Tatuapé da rede Nova, Paulo Teixeira da Silva, é possível encontrar razões para o fenômeno."Há mais facilidade de financiamento e taxas de juros melhores para os novos", afirma.
Outro fator importante é a falta de veículos bicombustíveis no mercado de usados. "Todo o mundo quer um flexível, e como a oferta é pequena, o cliente parte para o carro novo", diz. "E a diferença de preço para entre um zero-km e um usado não está grande." Silva acredita que a oferta de seminovos crescerá em janeiro e fevereiro.