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Preço do gás natural deverá subir até 25% nos próximos anos, reitera diretora da Petrobras

20/11 - 18:02, atualizada às 18:08 20/11 - Agência Brasil

BRASÍLIA - A diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, reafirmou hoje que o preço do gás natural irá subir a partir do ano que vem. "Certamente nós teremos um aumento do preço do gás em 2008. Isso é necessário", disse.

 

No início do mês, Maria das Graças Foster já havia antecipado que o preço do produto vendido no Brasil deverá aumentar de forma gradual nos próximos dois anos. Hoje, após participar de audiência pública na Comissão de Serviços de Infra-Estrutura do Senado, a diretora confirmou que a expectativa do setor é de um reajuste entre 15% e 25%, dependendo da negociação com as distribuidoras, da região e do volume contratado.

Consideramos isso razoável, porque quem vende gás vive de existência e da continuidade de compradores. Não adianta sonhar com preços com os quais não se vende, disse. Segundo a diretora da Petrobras, o aumento não ocorrerá de forma súbita. Além das correções do preço, nós precisamos de um aumento real, algo que vai ser dosado, suavizado, ao longo dos dois próximos anos [2008 e 2009].

Maria das Graças Foster defende que é preciso manter um percentual de rentabilidade adequado aos investimentos exigidos pela atividade, já que os custos de produção vêm aumentando. É necessária uma revisão do preço do gás natural para que ele, adequadamente valorizado, possa continuar sendo cobiçado por todas as operadoras. Além da diretora, o ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, também participou da audiência pública que, entre outros assuntos, tratou da necessidade de um marco regulatório para o setor energético e dos termos do novo acordo para produção e fornecimento de gás que o Brasil vai assinar com a Bolívia.

No último dia 7, a Petrobras anunciou que voltaria a investir na produção de gás boliviano. A estatal brasileira tinha deixado de injetar recursos no país vizinho depois que o governo de Evo Morales assumiu, em 1º de maio deste ano, o controle da produção, transporte, distribuição e exportação de gás e petróleo.

A medida, ocorrida exatamente um ano após a Bolívia ter nacionalizado a exploração de gás em todo o seu território, obrigou a Petrobras a vender para os bolivianos as duas refinarias que mantinha no país.

(Agência Brasil)

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