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OceanAir negocia para ter aviões da BRA e garante embarque de passageiros de pacotes

12/11 - 16:27, atualizada às 17:48 12/11 - Valor Online

SÃO PAULO - A OceanAir anunciou hoje estar negociando com as empresas de leasing donas dos aviões da BRA para incorporar esses equipamentos à sua frota. Com isso, a companhia poderá manter os vôos operados pela concorrente no mercado doméstico. Até lá, a OceanAir fechou um acordo para disponibilizar assentos não vendidos em seus vôos para passageiros com bilhetes BRA, mesmo em trechos de ida - e não apenas volta, como manda a legislação.

 

Segundo o presidente da OceanAir, German Efromovich, o acordo firmado com a BRA garante os vôos dos passageiros que adquiriram pacotes turísticos com bilhetes da empresa que suspendeu as atividades na semana passada.

Essa garantia, contudo, não é tão firme para os passageiros regulares, que possuem apenas os bilhetes aéreos. Esses terão de aguardar a sobra de lugares nos vôos da OceanAir para poder embarcar.

"Pelas nossas contas, são 70 mil passageiros da BRA, dos quais 27 mil são de pacotes", disse ele. Segundo Efromovich, os custos dos vôos fretados serão de responsabilidade da BRA e apenas a operação será feita por sua empresa. O mesmo vale para os passageiros regulares que forem embarcados pela OceanAir.

"Isso tudo tem um custo, e esse custo é da BRA", disse, apesar de afirmar que ainda não tem cálculos sobre de quanto seria essa despesa. "E se a BRA não pagar, a OceanAir vai ter de engolir o sapo", completou o empresário, embora deixasse claro que entraria na Justiça nesse caso.

Para Efromovich, um dos motivos que podem ter levado o governo a pedir o auxílio da OceanAir no caso da BRA é a semelhança entre as malhas de vôo e a proximidade das duas empresas, que até poucos meses atrás operavam acordo de code-share.

Com os aviões da BRA - são entre seis e sete Boeings 737 e um 767 em esquema de leasing, além de dois 767 próprios -, a OceanAir teria significativo incremento em sua frota, atualmente composta de 26 MK 28 (Fokker 100) e um Boeing 767.

De acordo com o empresário, uma vez terminada a negociação com as empresas de leasing, a OceanAir poderia retomar imediatamente os vôos que eram da BRA, pois tem licença para voar nacionalmente dada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Não haveria, segundo ele, dificuldade com a disponibilidade de slots (espaços nos aeroportos), já que a BRA não operava em Congonhas, o único aeroporto com restrições no Brasil.

Nos casos das três rotas internacionais da BRA, seria necessário, porém, nova licitação. A OceanAir teria interesse nessas rotas e com a incorporação dos aviões e a chegada de outros para os quais já tem pedido, estaria preparada para operá-los. "Já estamos praticamente prontos para operar os vôos da BRA", assegurou Efromovich. (José Sergio Osse | Valor Online )

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