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Economia forte ajuda a reduzir desemprego no País

25/10 - 12:36 - Reuters

Por Rodrigo Viga Gaier RIO DE JANEIRO (Reuters) - Impulsionado pelo crescimento da economia brasileira, o mercado de trabalho apresentou em setembro a menor taxa de desemprego do ano e o IBGE já projeta para dezembro recorde de baixa e uma média no ano de apenas um dígito.

De acordo com Cimar Pereira, economista do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a tendência de queda no desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas do país ficou mais clara com os dados de setembro.

'Esse movimento da taxa ficou mais evidente... a expectativa é chegar em dezembro com a menor taxa para o mês e com uma média no ano no menor nível de toda a série histórica', disse Pereira em entrevista coletiva.

Em setembro, a taxa de desemprego no país atingiu 9% - a menor da série do IBGE para meses de setembro e a mais baixa desde dezembro, quando foi de 8,4%. Em agosto, a taxa de desempregados estava em 9,5%, de acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira.

Uma taxa média anual de desemprego no Brasil de apenas um dígito só foi verificada em 2005, disse Pereira, quando ela foi de 9,8%. 'Isso só não vai acontecer (de novo) se houver uma catástrofe', acrescentou o economista.

A queda verificada de agosto para setembro reflete uma combinação entre menor procura e maior ocupação. 'Você tem um mercado de trabalho propício à queda na taxa. O mercado de trabalho vai bem quando a economia trás boas notícias', disse o economista.

Segundo o IBGE, o número de desocupados caiu em 120 mil pessoas em setembro. Somente em São Paulo houve a contratação de 144 mil trabalhadores de um total de 210 mil nas seis regiões analisadas.

'São Paulo é o núcleo nervoso da economia do País. Quando a economia vai bem é lá que o mercado de trabalho demonstra primeiro a resposta. Isso é importante por tem repercussão nas outras regiões nos meses seguintes', frisou Cimar Pereira.

Embora o rendimento do trabalhador tenha ficado praticamente estável num mês tão positivo para o mercado de trabalho, na média do ano a expansão é de 3,6% ante os nove primeiros meses de 2006.

'Os segmentos de comércio e prestação de serviços puxaram a média para baixo. Não podemos esquecer que a inflação também corroeu um pouco o rendimentos nos últimos meses', disse o economista do IBGE ao frisar que o INPC, índice usado para cálculo da renda real, subiu mais que o IPCA nos últimos meses.

'Ao longo do ano, temos uma melhora na economia que favorece o mercado de trabalho e um movimento de contratações em segmentos mais organizados e que pagam mais', acrescentou.

A renda do trabalhador avanço 2,5% ante setembro de 2006, e ficou em R$ 1.115,00. Na média do ano, o rendimento está em R$ 1.123,66.



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