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Taxa de desemprego em setembro é a menor desde dezembro de 2006, mostra IBGE

25/10 - 09:45, atualizada às 10:33 25/10 - Redação com agências

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A taxa de desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas do País caiu para 9% em setembro, a menor taxa desde dezembro do ano passado, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Em agosto, a taxa havia ficado em 9,5% e, em setembro do ano passado, em 10%.

O número de pessoas ocupadas subiu 1% de agosto para setembro, totalizando 21,3 milhões. Na comparação com setembro do ano passado, o aumento foi de 2,7%.

Já o número de desocupados caiu no mês 5,4%, para 2,1 milhões de pessoas, informou o IBGE.

O IBGE divulgou que houve crescimento do emprego formal em setembro, com aumento de 0,9% no número de empregados com carteira assinada ante agosto, e expansão de 6,9% ante setembro de 2006.

Renda

O rendimento médio real habitualmente recebido pelas pessoas ocupadas ficou em R$ 1.115 em setembro, na média das seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE. O valor é o mesmo encontrado para agosto e 2,5% superior ao de setembro de 2006.

Essa recomposição de renda, porém, foi verificada apenas pelos trabalhadores por conta própria, militares e funcionários públicos. No acumulado dos nove primeiros meses deste ano, a média do rendimento situou-se em R$ 1.123,66, a maior nesse período desde 2003.

Relativamente a agosto, das seis regiões metropolitanas pesquisadas, duas viram alta no rendimento: Rio de Janeiro e em Porto Alegre (ambas com 2,0%). Por outro lado, a média caiu em Recife (6,1%) e Belo Horizonte (1,9%).

Nesse confronto, os trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado tiveram queda de 0,4% no rendimento médio, para R$ 1.084,50. Os empregados sem carteira de trabalho assinada no setor privado viram baixa de 2,7%, para R$ 730.

Os trabalhadores por conta própria, por outro lado, ficaram com rendimento 5,6% maior, de R$ 940,20, e os militares e funcionários públicos ganharam 5,3% a mais, para uma média de R$ 1944,40.

Em comparação a setembro de 2006, houve declínio de 1,3% no rendimento dos trabalhadores com carteira assinada. Os trabalhadores sem carteira ficaram com renda 0,3% menor. Na outra ponta, os trabalhadores por conta própria tiveram aumento de 8,5% e os militares e servidores públicos, de 6,2%.

O rendimento médio subiu em todas as seis regiões pesquisadas, com exceção de Salvador, onde baixou 3,1%. Em Recife, o avanço foi de 2,6%; em Belo Horizonte e São Paulo, de 1,4%; no Rio de Janeiro, de 5,7%; e em Porto Alegre, de 3,5%.

Com informações da Reuters, da Agência Estado e do Valor Online

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