iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

publicidade

 

iG BUSCA

enhanced by


Home > Notícia
  • Tamanho do texto
  • A
  • A

Sem aviões, Varig corta linha para Frankfurt

17/10 - 13:32, atualizada às 13:48 17/10 - Agência Estado

A Gol enfrenta outro obstáculo para fazer decolar a operação internacional da Varig, depois de descobrir e pagar velhas dívidas, de US$ 17,5 milhões, nos aeroportos internacionais. A nova dona da Varig está com dificuldades em conseguir aviões.

 

Por isso, a Varig já suspendeu uma linha para Frankfurt, saindo do Rio, e ainda não retomou a rota para Buenos Aires, inoperante há dois meses.

A falta de aviões tem duas explicações. A primeira delas é que o mercado está aquecido e existem poucos aviões para serem vendidos ou arrendados no mercado internacional. A outra razão é que as empresas de arrendamento de aviões estão cobrando parte das velhas dívidas de leasing da Varig, que chegam a R$ 2 bilhões.

As empresas de leasing estariam cobrando a Gol para poder liberar aviões de grande porte em seu poder. A Gol não quer pagar para não abrir um precedente de sucessão de dívidas. Ou seja, não quer assumir que é responsável por honrar débitos da velha Varig.

Sem fazer qualquer alarde, a nova Varig, cuja razão social é VRG, suspendeu a rota para Frankfurt desde 20 de setembro, quando remanejou o avião que voava para a Alemanha para poder reinaugurar a linha São Paulo-Paris-Roma.

A Gol, que comprou a Varig em março por US$ 320 milhões, substituiu a linha direta do Rio pela rota Rio-São Paulo-Frankfurt. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que a VRG pode suspender seus vôos no exterior, mas tem seis meses para retomar a rota, sob pena de perdê-la.

"A Gol, com certeza, não imaginava que o pepino da Varig fosse tão ruim", afirma um executivo do setor, que pediu para não ser identificado. Segundo outra fonte, ainda não se sabe se a Varig terá aviões para fazer o seu retorno à Cidade do México, no fim de outubro, ou para Londres, em novembro.

Segundo uma pessoa que acompanha os planos da VRG no exterior, essa foi a fórmula encontrada para não perder os intervalos de pouso e decolagem (slots) no exterior: suspender alguns vôos e retomar outros enquanto ainda há escassez de aviões. "É para tapar o buraco mesmo", diz uma fonte.

A 1ª Vara Empresarial do Rio, responsável pela recuperação judicial da Varig antiga, blindou os slots internacionais da Varig até o mês que vem. A Anac, por sua vez, chegou a vetar, em maio, a prorrogação da validade dessas rotas, mas prevaleceu a decisão judicial do juiz Luiz Roberto Ayoub, titular da 1ª Vara Empresarial.

A VRG, que esteve proibida de voar para a Argentina do dia 9 de agosto a 21 de setembro, principalmente por causa de problemas trabalhistas, havia marcado o retorno a Buenos Aires para o último dia 10, o que não aconteceu. Já faz mais de dois meses que não voa para a Argentina. A VRG foi procurada, mas não retornou até o fechamento desta edição.

Leia mais sobre a Varig



US Multimídia


Publicidade


Enquete