08/10 - 14:44, atualizada às 15:19 08/10 - Agência Estado
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse hoje que o risco de uma crise externa ainda existe, mas o Brasil está mais resistente a essas possíveis turbulências. "O risco não passou, existe ainda certa preocupação, especialmente de recessão nos Estados Unidos. Mas os riscos estão diminuindo, agora são menores", afirmou.
Nesse cenário, segundo ele, o Brasil "é um país que tem maior resistência a turbulências nos mercados internacionais". Meirelles acrescentou que "ninguém é imune a crises" e todo o mundo será atingido se houver uma recessão nos EUA. "Mas o Brasil está muito melhor preparado", avaliou.
Demanda
O crescimento da economia brasileira está sendo impulsionado pela demanda doméstica, em conseqüência do aumento da renda, do emprego e do crédito, segundo destacou Meirelles. Ele citou os dados de atividade econômica como alguns dos "dividendos da estabilidade" e lembrou que o consumo das famílias tem registrado expansão trimestral em torno de 6%, enquanto os investimentos também aumentam embalados pela certeza de que a economia permanecerá estável e em crescimento.
Ele citou também o bom desempenho das vendas do varejo, o crescimento da massa salarial e disse que a geração de emprego formal poderá ser recorde no Brasil este ano. Meirelles citou também, como dividendos dessa estabilidade, o desempenho das exportações, o saldo em conta corrente e o investimento estrangeiro direto. "Sempre se discutia muito os custos da estabilidade e agora os seus benefícios ficam cada vez mais claros", afirmou.
Meirelles fez a palestra "A economia mundial e as perspectivas para o Brasil" e citou várias vezes o que chamou de "dividendos da estabilidade para o País". Ele confirmou que a projeção do Banco Central para o crescimento do PIB de 2007 é de 4,7%.
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