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Indústria automobilística volta a quebrar recordes

04/10 - 15:14, atualizada às 15:34 04/10 - Valor Online

SÃO PAULO - O ritmo de expansão nas vendas da indústria automotiva brasileira não deve se manter no mesmo nível deste ano em 2008. A avaliação é do presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider, que anunciou novas quebras de recorde da indústria em setembro.

Acredito que haverá crescimento no ano que vem, mas não a taxas como essas que projetamos para este ano, diz ele. A associação revisou hoje sua previsão para o fechado de 2007, elevando a expectativa de vendas para 25% em relação ao ano passado. Sou um otimista, mas acho difícil e não acredito em taxas semelhantes no ano que vem, completou.

A indústria brasileira registrou o melhor resultado de produção e de vendas para meses de setembro de sua história. Além disso, o período de janeiro a setembro deste ano também é o melhor da história da associação.

No mês foram licenciados 204 mil veículos, 28% mais que no mesmo mês do ano passado. Nesse intervalo foram produzidos 252,8 mil veículos, alta de 23,9% em relação ao ano anterior.

Já no acumulado dos nove primeiros meses do ano, foram licenciados 1,739 milhão de unidades no país, e produzidos 2,182 milhões de veículos, altas de 27,4% e 10,6%, respectivamente, ante igual período de 2006.

Esse ritmo de expansão é, desde que entrei nessa indústria, em 1990, 1991, o melhor que tenho memória, disse Schneider. O melhor ano que me lembro foi 1994, quando a expansão ante o ano anterior foi de 24%, afirmou, explicando que, certamente nos primeiros anos da indústria taxas superiores podem ter sido registradas, mas naquela época a base de comparação era pequena e não tão significativa quanto a de 1994 e deste ano.

O presidente da Anfavea ainda afirmou que, de acordo com um estudo da associação, nos países desenvolvidos, há em média uma relação de 1,52 habitante por veículo. No Brasil, essa taxa é de 8 habitantes por veículo. Apesar de não ser possível comparar as situações dessas economias, muito distintas, fica claro que há espaço para um potencial crescimento do mercado, disse. Segundo ele, mesmo que o Brasil chegue, por exemplo, a uma taxa intermediária, de 4 habitantes por veículo, isso já representaria dobrar a produção no país.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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