01/10 - 13:41 - Redação com Agência Estado
SÃO PAULO - No dia 28 de junho deste ano a Telefônica iniciou a cobrança por minuto na capital paulista. A migração envolveu 2,5 milhões de linhas e foi realizada em nove lotes.
Duas opções foram criadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O Plano Alternativo de Serviço De Oferta Obrigatória (Pasoo) é indicado para quem faz ligação longa (superior a 2 minutos e 30 segundos) e/ou usa internet discada. O básico é recomendado para quem faz ligação rápida (até 2 minutos e 30 segundos). A empresa investiu R$ 200 milhões no processo.
Na época da migração, apenas os assinantes interessados em escolher o plano alternativo precisaram avisar à operadora, pois a mudança para o básico será automática.
No básico, as tarifas são maiores, mas não há taxa para completar cada ligação. No alternativo, as tarifas são menores, mas há cobrança de taxa equivalente a 4 minutos para completar cada chamada. Essa taxa de "completamento" pesa sobre chamadas curtas, mas é diluída nas longas.
É isso que determina que o básico seja mais vantajoso para chamadas curtas e o alternativo, para longas. Para a Anatel, o básico é o mais indicado para 85% dos assinantes no País. Foi mantida tarifa diferenciada nos horários reduzidos: independentemente da duração, a ligação custará o equivalente a 2 minutos, no básico, e 4 minutos, no alternativo.
O plano escolhido vai depender do perfil do cliente. No site da Telefônica, está disponível um simulador que ajuda na opção. Segundo a Telefônica, se o assinante mantiver seu padrão médio de consumo e escolher o plano adequado, sua conta não vai variar em relação à atual. De todo modo, será possível mudar de plano a qualquer momento.
Para comparar a opção feita com a outra oferecida, o assinante poderá pedir à Telefônica o quadro comparativo. De acordo com Eduardo Bernstein, Diretor de Produtos da empresa, o documento é como uma "cartilha", pois consolida o tempo de utilização da linha em chamadas locais e traz os dados necessários (preço da tarifa e número de ligações, por exemplo) para que o próprio consumidor recalcule sua conta pelo plano não escolhido.
As mudanças atingem apenas as ligações locais de fixo para fixo. Assim, nada muda na cobrança das ligações locais de fixo para celulares, interurbanas ou de orelhões. Essas são situações já medidas e faturadas em minuto. A cobrança em minutos, diz Prata, vai dar mais transparência à conta porque o assinante poderá solicitar o envio gratuito do detalhamento das suas ligações locais, como ocorre hoje com as interurbanas e celulares.
Isso permitirá a comparação direta, por exemplo,com a conta de celulares. A conta detalhada vai identificar o número do telefone chamado, a data e o horário da chamada, a duração e o valor. O pedido poderá ser feito para fornecimento todos os meses, por três meses ou de um mês. A Telefônica vai dar acesso ao documento também por internet e e-mail, visando a economia de papel.
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