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Setor imobiliário da América Latina atrai investidores de EUA e Europa

28/09 - 22:59 - EFE

Miami, 28 set (EFE).- Investidores, principalmente dos Estados Unidos e da Europa, renovaram seu interesse no setor imobiliário da América Latina, atraídos pelos baixos preços e pela estabilidade da região, disseram hoje analistas do setor.

As oportunidades de investimento na região foram analisadas na Conferência Internacional sobre Investimentos Imobiliários na América Latina, que terminou hoje em Miami.

Jorge Cantero, corredor imobiliário associado da EWM Realtors, disse à agência Efe que "frente à alta registrada nos preços nos EUA e na Europa, a América Latina virou uma grande oportunidade para os investidores".

"Particularmente para investidores que vêm da zona do euro", destacou.

A revalorização da moeda européia frente ao dólar impulsionou um bom número de investidores de Alemanha, Espanha e Portugal a emigrar para a região - o que, por sua vez, influenciou a tendência crescente do setor de bens imobiliários, explicou Cantero.

"Foi uma subida paulatina", enfatizou. Cantero participou como orador no fórum "Oportunidades além do Brasil e do México".

Esse fator, combinado à estabilidade política e econômica, transforma a região em um foco de atração para os urbanizadores, promotores imobiliários e agentes imobiliários internacionais.

Mas Cantero ressaltou que os investidores têm que ser muito seletivos e analisar o ambiente político daqueles países que se estão se inclinando "em direção à nova esquerda", porque as regras do jogo podem mudar de um dia para outro.

"Com a Nicarágua há um pouco de apreensão. Estive em um congresso recentemente e nos asseguraram que isso não ocorreria. Mas é preciso ser prudente. Na Bolívia e na Venezuela o capital está muito cauteloso", disse.

Claudio Loser, analista do Diálogo Interamericano (entidade de intelectuais conservadores), comentou à Efe que a América Latina continua sendo um lugar muito atrativo para os investimentos em geral e, após as turbulências nos mercados, a região mostrou uma "força bastante grande".

Quanto aos países que considerou muito atrativos para os investidores mencionou Brasil, Chile, Colômbia, Peru, Panamá e México, enquanto a Argentina, Venezuela e Equador têm "risco mais alto".

Já Cantero, destacou que entre os países que seduzem a indústria estão México e Brasil, "os dois colossos imobiliários das Américas".

No Brasil, o nordeste é outra região que registra auge imobiliário e desponta como uma das áreas mais atrativas a longo prazo.

"Houve muita especulação e todo mundo está tentando ingressar não como investimento", explicou.

No México, sua proximidade com os EUA o transforma no país por excelência que atrai investidores não só americanos, mas também canadenses, disse Cantero. Ele destacou a diversidade mexicana quanto ao clima, litorais, cultura e custos.

Quanto aos nichos do mercado, Cantero comentou que as redes hoteleiras e o setor turístico em geral continuam predominando, com uma "investimento sério", e que existe um "boom" de condomínios, onde há "grande especulação". EFE sob pa


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