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Lula focará discurso na ONU em causas ambientais

25/09 - 04:58 - Redação

SÃO PAULO – Na abertura da 62ª Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), na manhã desta terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará um discurso de militante ambientalista. Dois terços do texto de Lula tratarão de assuntos relativos ao meio ambiente e aos problemas climáticos, além de fazerem advertências e alertas contra os perigos que cercam o planeta.

 

Lula pedirá uma ação global contra a pobreza e ressaltará a importância dos biocombustíveis, que ajudam a reduzir os efeitos danosos à camada de ozônio, diminuindo a poluição, além de representarem uma alternativa de desenvolvimento econômico para os países mais pobres, que não têm petróleo e não têm o que explorar.

O presidente mencionará ainda a cooperação com o Haiti, encerrando o pronunciamento com a menção ao painel Guerra e Paz, que está completando 50 anos, e é uma criação do artista plástico brasileiro Cândido Portinari (1903-1962). O painel está exposto no edifício-sede da ONU.


Flexibilidade

Após o presidente George W. Bush ter afirmado que os Estados Unidos estão dispostos a mostrar flexibilidade na Rodada Doha de negociações comerciais, particularmente no setor agrícola, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil está disposto a fazer a sua parte, tanto na questão climática quanto na questão da Rodada Doha.

Um dos entraves ao avanço da Rodada é a redução dos subsídios agrícolas por parte dos Estados Unidos e a diminuição das tarifas de importação no setor industrial, por parte dos países em desenvolvimento. Lula disse também que chegar a um acordo sobre Doha é uma forma de os países ricos ajudarem os mais pobres.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que participou do encontro, disse que não foi discutido prazo: "Os dois presidentes não discutiram isso, mas há um sentido de urgência, de não se perder a janela de oportunidade."

Celso Amorim afirmou ainda que a disposição dos Estados Unidos em flexibilizar na questão agrícola dá um novo ânimo na retomada das negociações.

(*Com informações das agências "Estado" e "Brasil")

 

Leia mais sobre Lula - Bush -Rodada de Doha 

 

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