Genebra, 24 set (EFE).- A Organização Internacional do Trabalho (OIT) iniciou hoje uma reunião entre Governos, trabalhadores e empregadores para analisar os efeitos das redes de alimentação nos quase 22 milhões de pessoas empregadas por essa indústria no mundo todo.
O encontro de três dias acontece na sede da OIT em Genebra, com a participação de mais de 70 representantes dos três principais setores dessa esfera trabalhista.
Segundo um documento apresentado pela OIT, o setor de processamento de alimentos e bebidas representou 4% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial em 2005.
Além disso, indica que as dez principais empresas no varejo de alimentação do mundo "controlam a assombrosa parcela de 24% do mercado mundial de vendas de produtos alimentícios".
O documento afirma que também houve um fenômeno parecido no setor da fabricação e da transformação de produtos alimentícios.
Segundo a OIT, o emprego no setor de alimentos e bebidas é heterogêneo e, apesar de ter tido um aumento em alguns países entre 2003 e 2005, especialmente na França (7,3%), Espanha (6,7%) e Canadá (1,9%), nas outras nações industrializadas diminuiu ou estagnou.
O estudo estima que os benefícios acumulados nas redes de abastecimento mundial se inclinam claramente a favor da empresa líder da cadeia.
Isso, segundo a OIT, provoca uma intensa pressão para reduzir os preços dos produtores por parte da empresas que lideram as cadeias, enquanto os produtores tentam manter suas margens de lucro através da maior flexibilidade na contratação de mão-de-obra.
No entanto, o estudo identifica boas práticas, como o histórico de negociações coletivas em empresas no mundo todo, entre as quais menciona os acordos assinados no setor de alimentos e bebidas em oito países da América Latina desde 1992, e outros similares na Ásia. EFE mas an