17/09 - 08:21 - Redação com agências
SÃO PAULO - O ex-banqueiro Salvatore Cacciola foi apresentado na manhã desta segunda-feira à Justiça do Principado de Mônaco, na Europa. De acordo com informações do "Bom Dia Brasil", da Rede Globo, a Justiça aceitou o pedido de prisão de Cacciola e agora o governo brasileiro tem 40 dias para negociar a extradição do banqueiro, preso pela Interpol no último sábado.
Cacciola foi preso no sábado, durante uma checagem de dados no setor de imigração, quando tentava ingressar em Mônaco. Os agentes tomaram conhecimento do pedido internacional de prisão de número 36.868/2000 - chamado "Notícia Vermelha" -, que solicitava sua detenção. O empresário não reagiu.
As circunstâncias da prisão, como horário e local, não foram informados à Polícia Federal brasileira no comunicado em francês distribuído pela secretaria da Interpol a partir de sua sede, em Lyon, na França.
Cacciola, que era dono do banco Marka e estava foragido, foi condenado a 13 anos de prisão por crimes de peculato e gestão fraudulenta. Ele foi acusado de receber informações privilegiadas de Francisco Lopes, então presidente do Banco Central.
De acordo com informações da polícia de Mônaco, o ex-banqueiro foi ouvido ainda no dia da detenção por um juiz de instrução. No leque de opções do magistrado estava conceder a liberdade a Cacciola ou ordenar a continuidade de sua detenção.
Os documentos que embasavam este pedido - entre os quais a sentença de condenação, o mandado de prisão expedido pela Justiça e um texto de exposição dos fatos - levaram a autoridade judiciária do principado a descartar a soltura. Cacciola foi então transferido para a Maison d'Arrêt.
Leia mais sobre Salvatore Cacciola(*com informações da Agência Estado)
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