30/08 - 12:13, atualizada às 12:22 30/08 - Sarah Barros, Último Segundo/Santafé Idéias
Durante reunião ministerial na Granja do Torto, em Brasília, nesta quinta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o Brasil está preparado para enfrentar um cenário pessimista na economia mundial, citando a crise no setor imobiliário americano. A avaliação foi feita a partir de dados que, segundo o ministro, demonstram a solidez da economia brasileira. “Além disso, os Estados Unidos não são mais a única locomotiva da economia mundial”, disse Mantega.
Para justificar sua afirmação, o ministro informou que, juntas, a China e a Índia já representam 20% do PIB mundial, mesma proporção ocupada pelos Estados Unidos. Quanto ao Brasil, Mantega afirmou que o crescimento econômico está baseado no mercado interno e que a ampliação do consumo está associada ao aumento na produção industrial e à expansão das importações.
Na área fiscal, o déficit nominal ficou em 2,08% do PIB em julho, o menor da série. “Caminhamos para um défici nominal zero nos próximos dois anos”, afirmou Mantega. Já o superávit primário nos últimos 12 meses, que é a economia para o pagamento de juros da dívida pública, ficou em 4,37% do PIB (R$ 106,953 bilhões). Ou seja, está bem acima da meta de 3,80% do PIB (R$ 95,890 bilhões) que o governo tem que cumprir até dezembro.
Mesmo diante de um cenário positivo, o ministro apresentou desafios para o governo. São eles: a tramitação da reforma tributária, prorrogação da CPMF e desoneração da folha de pagamento.
PAC
Após a apresentação de Mantega, a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, apresentou dados do andamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo ela, a execução do orçamento está bem melhor do que o último balanço apresentado em abril. Até julho, foram executados 32% dos recursos, contra 20% no primeiro balanço.
A ministra também destacou resultados de gestão, como a publicação dos editais para concessões rodoviárias e a liberação de licenças ambientais para usinas no rio Madeira.
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