30/08 - 08:11 - Reuters
BRUXELAS (Reuters) - A InBev, maior cervejaria do mundo em volume, divulgou nesta quinta-feira aumento de 16,5 por cento no lucro do segundo trimestre, superando expectativas de analistas. O resultado foi impulsionado por desempenho do grupo em mercados emergentes.
A fabricante das cervejas Stella Artois, Beck's e Brahma, formada pela união da belga Interbrew com a brasileira AmBev, teve lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de 1,23 bilhão de euros (1,7 bilhão de dólares). A previsão média apurada junto a 13 analistas consultados pela Reuters era de ganho Ebitda de 1,19 bilhão de euros.
Os resultados da InBev já eram parcialmente conhecidos uma vez que a AmBev tinha divulgado um crescimento de 16 por cento no Ebitda em meados de agosto.
A receita cresceu para 3,72 bilhões de euros, expansão de 7,6 por cento, ante previsão de faturamento de 3,68 bilhões de euros. A margem Ebitda da companhia avançou de 30,8 por cento há um ano para 33,1 por cento.
As vendas em volumes caíram nos mercados da América do Norte e Europa ocidental, esta última registrando um forte recuo de mercado da Stella Artois na Inglaterra. Mas a América Latina, região Ásia-Pacífico e leste europeu registraram expansões. No leste da Europa, houve crescimento de 15 por cento.
O Ebitda cresceu em todas as regiões de operação da InBev, em parte graças ao programa de economia de custos do grupo. Os níveis de lucro nas Américas ficaram acima das expectativas.
O presidente-executivo da InBev, Carlos Brito, disse que a empresa pode fazer ainda melhor. 'Temos expectativas maiores com relação a nossas operações na China e Reino Unido. Essas operações têm tido suas performances superadas por competidores e precisamos fazer melhor', afirmou o executivo em comunicado.
Analistas disseram que os resultados da InBev foram bons, mas alertaram que volumes menores no oeste da Europa e a perda de mercado na Inglaterra são motivo de preocupação.
A KBC Securities informou em nota de pesquisa que o crescimento da margem a fez melhorar a nota das ações da InBev de 'reduzir' para 'acumular' e elevar o preço-alvo do papel de 57 para 62 euros.
A InBev não informou previsão de desempenho, mas divulgou que continua a ver oportunidades de mais expansão de margem e criação de valor.
(Por Philip Blenkinsop)
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