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Agricultura dos EUA fica mais otimista com Rodada Doha

28/08 - 22:50 - Reuters

WASHINGTON (Reuters) - A perspectiva de um acordo comercial global ficou ligeiramente mais vívida nesta semana, com a manifestação de apoio do setor agrícola dos EUA às negociações que serão retomadas na semana que vem em Genebra. Mas analistas alertam contra cantar vitória rápido demais. Rebecca Coleman, diretora de políticas da entidade Associados do Trigo dos EUA, escreveu recentemente que ainda há grandes diferenças a serem superadas na chamada Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC), mas que 'o impasse está rompido' na questão agrícola, principal entrave nos últimos seis anos.

Os produtores rurais norte-americanos querem maior acesso aos crescentes mercados da Índia, da China e de outras economias emergentes. Eles esperam que os negociadores dos EUA obtenham um acordo que reduza as tarifas de importação nesses países e na Europa, mas sem impor cortes draconianos aos subsídios agrícolas dados por Washington aos seus fazendeiros.

Fontes agrícolas se disseram cautelosamente otimistas nesta semana de que uma proposta apresentada em julho por Crawford Falconer, presidente das negociações agrícolas da Rodada Doha, represente um ponto de partida promissor para a continuidade do processo nos próximos meses.

O plano de Falconer reduziria entre 66 e 73 por cento o teto para a concessão de subsídios agrícolas dos EUA que distorçam os mercados. Isso equivaleria a um limite de 13 a 16,4 bilhões de dólares por ano.

O governo do presidente George W. Bush atualmente analisa uma redução de 53 por cento no teto dos subsídios. A nova proposta limitaria os gastos com esses subsídios a um valor próximo dos 12 bilhões de dólares gastos nos últimos anos.

Uma real coesão na questão agrícola seria uma tremenda mudança na Rodada Doha, já que desde sua criação, em 2001, há dificuldades na obtenção de um equilíbrio entre os cortes de subsídios nos países ricos e a redução das tarifas nas nações pobres e na Europa.

'Os grandes 'players' estão se aproximando. É só uma questão de trazer os países em desenvolvimento para mais perto em termos de acesso a mercados', disse uma fonte do setor da carne, pedindo anonimato.

Coleman se disse particularmente encorajada pela oferta de acesso a mercados no documento de Falconer, mas quer ver medidas mais agressivas em outras áreas, como das estatais de 'trading.'

(Por Missy Ryan)



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